Odair Hellmann abre o coração em um ano de Athletico e elege os jogos mais difíceis
Odair Hellmann se tornou, nesta quinta-feira (21), apenas o terceiro técnico no século a completar um ano no comando do Athletico e igualou os feitos raros de Paulo Autuori (entre 2016 e 2017) e Tiago Nunes (entre 2018 e 2019). Em longa entrevista para o canal oficial do clube, o treinador fez um balanço do trabalho até o […]
Odair Hellmann se tornou, nesta quinta-feira (21), apenas o terceiro técnico no século a completar um ano no comando do Athletico e igualou os feitos raros de Paulo Autuori (entre 2016 e 2017) e Tiago Nunes (entre 2018 e 2019). Em longa entrevista para o canal oficial do clube, o treinador fez um balanço do trabalho até o momento.
Hellmann chegou durante a Série B do ano passado em um momento complicado para o Rubro-Negro, principalmente por uma goleada sofrida em casa para o Botafogo-SP por 4 a 1, que culminou na queda de Maurício Barbieri. No início do trabalho, o Furacão ficou oito jogos sem ganhar na Segundona e parecia muito distante do acesso.
Foi justamente este período que o comandante considera o mais complicado em sua passagem pelo Athletico. Hellmann cita em específico a derrota para o Volta Redonda por 3 a 2, que estava ganhando por 2 a 0, e o empate com o Cuiabá em 1 a 1, que levou o gol no último lance.
“Teve dois jogos que me trouxeram muita tristeza e eu tive que fazer força para, em 24 horas, recuperar mentalmente e a minha confiança para vir no outro dia e aparecer com o mesmo rosto, vontade e vibração. Foi o jogo contra o Volta Redonda, que, no segndo tempo, a equipe perdeu todo o controle após a tomada do primeiro gol. Perdeu um jogo imperdível, só perde porque é futebol. Mas você senta depois do jogo e fala inacreditável, o que foi que aconteceu? Aí tem que mergulhar rapidamente, botar o dedo na ferida e seguir em frente”, afirmou o técnico.
“O jogo também do Cuiabá, em casa. É um gol completamente fora do contexto, dentro de casa e já tinha uma relação nervosa, um ambiente nervoso, que estava gerando não confiança para o grupo de jogadores. Quando eu cheguei, tava muito maior. Aos poucos, a gente foi diminuindo isso. Mas, naquele jogo, se reflete porque vem de uma sequência de não bons resultados. Esses dois jogos foram mais complicados de engolir, mas mantive o equilíbrio e o acreditar. Eu via sinais internos, do dia a dia, que a gente tinha capacidade para conseguir o objetivo que precisávamos”, acrescentou Hellmann.
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“Athletico é vibrante”, destaca Odair Hellmann
No entanto, o técnico ganhou reforços, principalmente do atacante Kevin Viveros, emendou uma sequência de sete vitórias consecutivas e subiu com uma vitória sobre o América-MG por 1 a 0. Já neste ano, Hellmann colocou o Athletico como um dos melhores mandantes do Brasileirão e na zona de classificação para a Libertadores.
Com os bons resultados, Hellmann caiu nas graças da torcida e tem um sentimento recíproco. “O Athletico é vibrante. Emoção, sangue e vibração. Eu sou assim por característica como pessoa e aprendi, durante minha vida, que você precisa comemorar as pequenas vitórias do dia a dia, não é só no futebol. A vida não é só vitórias e nem todos os dias. O que tem que acontecer é que tu tem que ter, na caminhada, mais vitórias do que derrotas. As vitórias têm que valer à pena as derrotas que você têm. Porque, se não, a conta não fecha. Aí não consegue felicidade na vida, prazer, manter teu sonho, alcançar seus objetivos”, ressaltou.
Para completar, o técnico ainda agradece aos seus membros da comissão técnica, com destaque para o auxiliar Fábio Moreno, o preparador físico Anderson Nicolau e o analista de desempenho Guilherme Vaz.
“Sem eles, nada acontece. Os jogadores são os mais importantes, os protagonistas. Agradecer ao grupo de jogadores, à direção do clube, primeiro pela oportunidade e pela confiança, nos momentos de instabilidade. Agradecer o meu grupo de trabalho, a comissão técnica e todos os funcionários. Por fim, o elo que faz com que todos os clubes tenham a grandeza que têm, que é o torcedor”, falou.

