Petraglia exalta reunião na CBF que pretende revolucionar futebol brasileiro
O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, aprovou a primeira reunião realizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na última segunda-feira (6), para a criação de uma liga unificada entre os clubes. Atualmente, as equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão divididas em dois blocos: a Libra e a Futebol Forte União. […]
O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, aprovou a primeira reunião realizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na última segunda-feira (6), para a criação de uma liga unificada entre os clubes. Atualmente, as equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro estão divididas em dois blocos: a Libra e a Futebol Forte União.
“Estou extremamente surpreso, a reunião foi muito bem recebida. Todos os clubes com quem eu falei tiveram a mesma impressão que nós. Foi um diagnóstico perfeito, que mostra todas as incoerências, situações negativas do futebol brasileiro e sugestões de solução. Estou surpreso e feliz em ouvir o que ouvimos hoje. O saldo é extremamente positivo. É um pontapé inicial fundamental. Todo mundo saiu extremamente satisfeito, tranquilo, seguro e agora com a intervenção da nova CBF, realmente a liga única vai sair”, exalta Petraglia.
Estiveram presentes representantes de 38 dos 40 clubes que disputam as duas primeiras divisões do Brasileirão, com exceção de Mirassol e Chapecoense. Athletico, Coritiba, Londrina e Operário participaram do encontro, além do presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Hélio Cury Filho.
O que a CBF apresentou para os clubes?
Durante a reunião, a CBF mostrou para os clubes um estudo que mostra como o Campeonato Brasileiro está desvalorizado em comparação com as principais ligas do futebol internacional. Entre os tópícos que demandam melhoria estão calendário, tempo de jogo, estádio (público, segurança e infraestrutura), transmissão, comunicação e redes sociais, marketing, êxodo de jovens talentos, governança do regulamento e situação financeira dos clubes.
Uma crítica apresentada é que 80% dos jogos no futebol brasileiro são noturnos contra 25% na Inglaterra, 30% na Alemanha e 60% na Espanha. De acordo com a CBF, o horário tardio para as partidas no Brasil pode ter um impacto no público presente nos estádios, que também é menor em comparação com as outras ligas.
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Os dirigentes terão até julho para apresentar propostas e sugestões. A ideia da entidade é lançar o estatuto da nova liga até o final deste ano.
A CBF ainda vai deixar para a nova liga resolver os assuntos mais polêmicos do futebol brasileiro, entre eles o uso do gramado sintético. Atualmente, Atlético-MG, Athletico, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras usam o campo que não é natural e lutam pela permanência, apesar da maioria ser contra.
“Foi um dia histórico para o futebol brasileiro. Pela primeira vez, as Séries A e B se reuniram com a CBF para discutir um tema que vai definir o nosso futuro: a criação de uma liga única. Este é um momento que exige responsabilidade, visão e, principalmente, união. A formação de uma liga única tem um objetivo muito claro: valorizar o futebol brasileiro”, comenta o presidente da CBF, Samir Xaud.

