Polícia investiga se falso médico tinha acordo com verdadeiro profissional no litoral de SP

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por se passar por médico em uma unidade de saúde de Cananéia Redes sociais A Polícia Civil de Cananéia, no litoral de São Paulo, investiga se o empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso por se passar por um médico em uma unidade de saúde, tinha um “acordo prévio” com o verdadeiro profissional. Conforme apurado pelo g1, o suspeito faz faculdade de Medicina e o médico pelo qual ele se passava deverá ser ouvido pela polícia. Wellington foi preso após usar o CRM de um médico sócio em uma clínica de São Paulo e realizar exames de ultrassom com equipamentos próprios em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A fraude foi descoberta após o suspeito dizer ter visto a vesícula de uma paciente, que não tem o órgão, durante um exame. A mulher denunciou o caso ao diretor de Saúde do município, que acionou a polícia. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com a Polícia Civil, diversos pacientes prestaram depoimento, mas a equipe ainda pretende ouvir outras pessoas, como o verdadeiro médico, que não teve a identidade divulgada. Isso porque Wellington disse, informalmente, que receberia R$ 2 mil pela prestação do serviço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Conforme apurado junto à polícia, a suspeita é que o médico havia enviado o empresário para se passar por ele e trabalhar em seu lugar em Cananéia. Por conta disso, o profissional deverá ser ouvido. Wellington não foi indiciado, mas é considerado investigado. Segundo a corporação, ele é estudante de Medicina e está no quinto ano da faculdade. Prisão e defesa O empresário foi autuado por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica, pois além de se apresentar como outra pessoa, laudava com a identidade falsa. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Conforme apurado pelo g1, Wellington foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Registro. Ao g1, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que defende o suspeito, afirmou que vai recorrer da decisão que manteve a prisão do cliente e provará a inocência dele no decorrer do processo. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Cananéia informou que ele atuou na UBS apenas por um dia. Segundo a administração municipal, o verdadeiro médico foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com apresentação de toda a documentação exigida, incluindo CRM válido. “Contudo, quem compareceu à unidade para prestar o serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional, utilizando documentos falsos apresentados a servidores municipais e à autoridade policial”, disse a administração. A prefeitura informou que identificou a fraude e garantiu que todas as providências já foram adotadas. Destacou que, embora a ultrassonografia seja um exame não invasivo e de baixo risco, sua realização sem habilitação legal representa uma grave violação ética e jurídica. A administração municipal acrescentou que todos os pacientes atendidos na terça-feira (6) estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro. “A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança”.

Jan 12, 2026 - 05:30
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Polícia investiga se falso médico tinha acordo com verdadeiro profissional no litoral de SP

Wellington Augusto Mazini Silva foi preso por se passar por médico em uma unidade de saúde de Cananéia Redes sociais A Polícia Civil de Cananéia, no litoral de São Paulo, investiga se o empresário Wellington Augusto Mazini Silva, preso por se passar por um médico em uma unidade de saúde, tinha um “acordo prévio” com o verdadeiro profissional. Conforme apurado pelo g1, o suspeito faz faculdade de Medicina e o médico pelo qual ele se passava deverá ser ouvido pela polícia. Wellington foi preso após usar o CRM de um médico sócio em uma clínica de São Paulo e realizar exames de ultrassom com equipamentos próprios em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A fraude foi descoberta após o suspeito dizer ter visto a vesícula de uma paciente, que não tem o órgão, durante um exame. A mulher denunciou o caso ao diretor de Saúde do município, que acionou a polícia. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. De acordo com a Polícia Civil, diversos pacientes prestaram depoimento, mas a equipe ainda pretende ouvir outras pessoas, como o verdadeiro médico, que não teve a identidade divulgada. Isso porque Wellington disse, informalmente, que receberia R$ 2 mil pela prestação do serviço. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Conforme apurado junto à polícia, a suspeita é que o médico havia enviado o empresário para se passar por ele e trabalhar em seu lugar em Cananéia. Por conta disso, o profissional deverá ser ouvido. Wellington não foi indiciado, mas é considerado investigado. Segundo a corporação, ele é estudante de Medicina e está no quinto ano da faculdade. Prisão e defesa O empresário foi autuado por exercício ilegal da medicina e falsidade ideológica, pois além de se apresentar como outra pessoa, laudava com a identidade falsa. Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Conforme apurado pelo g1, Wellington foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Registro. Ao g1, o advogado Celino Barbosa de Souza Netto, que defende o suspeito, afirmou que vai recorrer da decisão que manteve a prisão do cliente e provará a inocência dele no decorrer do processo. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Cananéia informou que ele atuou na UBS apenas por um dia. Segundo a administração municipal, o verdadeiro médico foi regularmente contratado pela empresa gestora do sistema municipal de saúde, com apresentação de toda a documentação exigida, incluindo CRM válido. “Contudo, quem compareceu à unidade para prestar o serviço foi outra pessoa, que se fez passar pelo profissional, utilizando documentos falsos apresentados a servidores municipais e à autoridade policial”, disse a administração. A prefeitura informou que identificou a fraude e garantiu que todas as providências já foram adotadas. Destacou que, embora a ultrassonografia seja um exame não invasivo e de baixo risco, sua realização sem habilitação legal representa uma grave violação ética e jurídica. A administração municipal acrescentou que todos os pacientes atendidos na terça-feira (6) estão sendo reconvocados para repetir os exames na próxima terça-feira, dia 13 de janeiro. “A Prefeitura de Cananéia lamenta o ocorrido, apresenta desculpas à população e informa que foi instaurada sindicância administrativa, em conjunto com a empresa gestora, para apurar responsabilidades, identificar falhas e fortalecer os mecanismos de controle, prevenção e governança”.