Presidente do Operário defende liga única no Brasil: “Flamengo não faz campeonato sozinho”
O presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, justificou o pedido para deixar a Futebol Forte União (FFU), uma das ligas formadas para a venda de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Caso tenha sucesso, a decisão do Fantasma pode iniciar uma debandada de clubes que estão insatisfeitos. De acordo com o dirigente, o […]
O presidente do Grupo Gestor do Operário, Álvaro Góes, justificou o pedido para deixar a Futebol Forte União (FFU), uma das ligas formadas para a venda de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Caso tenha sucesso, a decisão do Fantasma pode iniciar uma debandada de clubes que estão insatisfeitos.
De acordo com o dirigente, o Operário se sente prejudicado por ter recebido menos dinheiro que os outros clubes. “Operário entrou na liga quando estava na Série B. Naquela fase, os times da Série B receberam em torno de R$ 30, 35 milhões, mas o Operário recebeu apenas R$ 3 milhões por ter sido rebaixado para a Série C. Não quero sair da liga, eu notifiquei que vou sair se não me pagarem o que me é de direito”, disse.
“Não posso ficar numa liga que todos receberam R$ 30 e poucos milhões e eu recebi R$ 3 milhões. Em dois anos de contrato com a liga, eles já tiraram o valor que investiram no Operário. Se eles aceitarem que o Operário saia, nós vamos sair. Se não aceitarem, eles têm que pagar aquilo que acho que é certo para o Operário”, destacou Góes, em entrevista ao UmDois Esportes.
Na semana passada, os clubes da FFU se reuniram em São Paulo pela primeira vez sem a presença da Sports Media Entertainment, que adquiriu entre 10% e 20% dos direitos de arena, dependendo do acordo. A atuação da investidora é questionada por diversos times, principalmente após a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que impediu o bloco de restringir a saída de qualquer clube.
“Até agora ninguém nos respondeu nada. Tivemos uma reunião só com os clubes na semana passada em São Paulo e não teve andamento nenhum, ninguém falou nada com o Operário. Nós notificamos a liga e não os clubes. ‘Ah, é ruim que um clube saia da liga, vai começar a desandar todo mundo’. O Operário está buscando os direitos dele, ninguém se manifestou e falou que vai dar o valor que merecemos”, comentou o dirigente.
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Operário vê liga única como solução para o futebol brasileiro
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Além da possível saída do Operário, a FFU também debateu a possibilidade de uma liga única e escolheu o presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, como um dos representantes para conversar com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) sobre o assunto.
Álvaro Góes afirmou que solução é unir as duas ligas para o crescimento de todos, mas ressaltou que o Flamengo, que entrou em atrito com outros times da Libra para receber um valor maior dos direitos de transmissão, precisa ceder em prol do futebol brasileiro.
“É a solução. Para que uma liga brigar contra a outra? O Flamengo está na outra liga e não quer ceder. O Flamengo não faz campeonato sozinho no Brasil, precisa dos 19 clubes que fazem parte da Série A. Precisa de uma liga só. Todo mundo tem que partir para isso”, opinou o dirigente.

