Profissionais de saúde são treinados para identificar trabalho escravo em garimpos no oeste do Pará

Profissionais da saúde reforçam combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas em garimpos no oeste do Pará Divulgação Profissionais das áreas da saúde e da assistência social passaram a integrar uma nova estratégia no oeste do Pará. Eles atuam em seis municípios da região do Tapajós.O objetivo é fortalecer a rede de enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa busca ampliar a identificação de vítimas de exploração, especialmente em áreas de garimpo. Nesses locais, trabalhadores e grupos vulneráveis — como mulheres e a população LGBTI+ — estão mais expostos a violações de direitos. A proposta aproveita o contato direto desses profissionais com a população. A ideia é que eles consigam identificar sinais de falsas promessas de emprego, ameaças e violências durante os atendimentos.A ação envolveu equipes de Santarém, Itaituba, Rurópolis, Placas, Medicilândia e Jacareacanga. Segundo a procuradora do Trabalho Claudia Cararreto, da PTM de Santarém, a área da saúde tem papel estratégico."Eles atuam dentro do garimpo, levando informações de saúde e realizando exames preventivos", explicou. Agora no g1 "A ideia é que também possam observar as condições de trabalho, identificar situações de ameaça, exploração ou violência e estabelecer uma relação de confiança que permita ao Ministério Público do Trabalho atuar posteriormente", completou a procuradora. Além de identificar indícios de trabalho escravo, os participantes receberam orientações práticas. Os temas incluíram atendimento preventivo, prevenção de doenças (ISTs) e avaliação das condições estruturais dos garimpos. Na assistência social, o foco do treinamento foi o fortalecimento do acolhimento.Psicólogos e equipes dos Cras e Creas passaram por capacitações voltadas à escuta qualificada e a entrevistas humanizadas. Isso garante o encaminhamento correto das vítimas aos serviços de proteção. As atividades integram o projeto "Escravo, Nem Pensar!". Ele é promovido pela ONG Repórter Brasil em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Os encontros ocorreram em Santarém no mês de junho. A ação teve apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT PA-AP) para fortalecer as redes locais na Amazônia. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

Jun 30, 2026 - 10:30
 0  2
Profissionais de saúde são treinados para identificar trabalho escravo em garimpos no oeste do Pará

Profissionais da saúde reforçam combate ao trabalho escravo e tráfico de pessoas em garimpos no oeste do Pará Divulgação Profissionais das áreas da saúde e da assistência social passaram a integrar uma nova estratégia no oeste do Pará. Eles atuam em seis municípios da região do Tapajós.O objetivo é fortalecer a rede de enfrentamento ao trabalho análogo à escravidão e ao tráfico de pessoas. ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A iniciativa busca ampliar a identificação de vítimas de exploração, especialmente em áreas de garimpo. Nesses locais, trabalhadores e grupos vulneráveis — como mulheres e a população LGBTI+ — estão mais expostos a violações de direitos. A proposta aproveita o contato direto desses profissionais com a população. A ideia é que eles consigam identificar sinais de falsas promessas de emprego, ameaças e violências durante os atendimentos.A ação envolveu equipes de Santarém, Itaituba, Rurópolis, Placas, Medicilândia e Jacareacanga. Segundo a procuradora do Trabalho Claudia Cararreto, da PTM de Santarém, a área da saúde tem papel estratégico."Eles atuam dentro do garimpo, levando informações de saúde e realizando exames preventivos", explicou. Agora no g1 "A ideia é que também possam observar as condições de trabalho, identificar situações de ameaça, exploração ou violência e estabelecer uma relação de confiança que permita ao Ministério Público do Trabalho atuar posteriormente", completou a procuradora. Além de identificar indícios de trabalho escravo, os participantes receberam orientações práticas. Os temas incluíram atendimento preventivo, prevenção de doenças (ISTs) e avaliação das condições estruturais dos garimpos. Na assistência social, o foco do treinamento foi o fortalecimento do acolhimento.Psicólogos e equipes dos Cras e Creas passaram por capacitações voltadas à escuta qualificada e a entrevistas humanizadas. Isso garante o encaminhamento correto das vítimas aos serviços de proteção. As atividades integram o projeto "Escravo, Nem Pensar!". Ele é promovido pela ONG Repórter Brasil em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). Os encontros ocorreram em Santarém no mês de junho. A ação teve apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT PA-AP) para fortalecer as redes locais na Amazônia. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região