Santos 0 x 0 Coritiba. Um jogo entre peões de fazenda não seria pior
Na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil, Santos 0 x 0 Coritiba. Um jogo bem à brasileira: marcação, faltas, simulação, passes errados, carrinhos, cotoveladas e todo o tipo de ato que pudesse pará-lo. Um jogo numa fazenda, entre peões, para comemorar a colheita do dia, não seria pior. Algumas partidas podem ser vencidas, sem necessidade […]
Na Vila Belmiro, pela Copa do Brasil, Santos 0 x 0 Coritiba. Um jogo bem à brasileira: marcação, faltas, simulação, passes errados, carrinhos, cotoveladas e todo o tipo de ato que pudesse pará-lo. Um jogo numa fazenda, entre peões, para comemorar a colheita do dia, não seria pior.
Algumas partidas podem ser vencidas, sem necessidade de pensar muito. O Coxa poderia fazê-lo porque nem Cuca consegue arrumar o Santos. Mas a bola do jogo que Ronier deu para Breno Lopes marcar, com o gol vazio e o goleiro vencido, foi chutada na trave.
Do meio do jogo medíocre, foi possível destacar um fato que já não é mais novo: o “menino” Neymar brigando com com a realidade. Esta, dura e inflexível, armou-se em teatro no qual cada jogo de Neymar é um ato a caminho do fim. /https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fcuca-santos-coritiba.jpg)
Às vezes Neymar provoca o sentimento de pena. Ele quer jogar, tem repentes técnicos do passado, é genial como na falta no final do jogo, que cobrou e quase marcou, mas não vai além, porque não consegue mais.
Recuperar um jogador comum é fácil porque nada mais do que era será exigido. Recuperar um craque, às vezes gênio, é impossível. Exige-se dele o que era e o que não era.


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