Seabra surpreende com escalação no Coritiba e explica estratégia contra o Fluminense
O técnico Fernando Seabra explicou a estratégia que o Coritiba adotou com a escalação surpreendente no empate com o Fluminense. O comandante alviverde promoveu uma formação com três zagueiros (Jacy, Maicon e Bruno Melo), com os laterais JP Chermont, pela direita, e Felipe Jonatan, na esquerda, integrando a linha do meio campo, em um 3-5-2. […]
O técnico Fernando Seabra explicou a estratégia que o Coritiba adotou com a escalação surpreendente no empate com o Fluminense. O comandante alviverde promoveu uma formação com três zagueiros (Jacy, Maicon e Bruno Melo), com os laterais JP Chermont, pela direita, e Felipe Jonatan, na esquerda, integrando a linha do meio campo, em um 3-5-2.
“A gente entendeu que precisava usar essa estrutura porque ela geraria mais dificuldades para o Fluminense. De fato, a gente teve superioridade numérica no meio campo. Não fomos tão felizes em encontrar e usar essa superioridade, e achar o jogador livre com a frequência que a gente poderia ter achado. Se não, a gente teria dado mais dificuldade. A gente lidou com o cenário que eram as características do jogo. Foi nesse sentido que a gente usou essa proposta”, analisou.
Na visão de Seabra, o Coxa ficou na iminência de gerar mais volume ofensivo. Entretanto, o balanço do técnico foi positivo pela “boa segurança defensiva para limitar o jogo” do Flu.
Contudo, a formação teve uma peça-chave. O lateral-esquerdo Felipe Jonatan foi uma espécie de coringa do treinador. Isso porque o lateral passou a ocupar o meio-campo, formando um 4-4-2 quando o Alviverde tinha a posse da bola. Nesse contexto, Sebá Gómez e Vini Paulista deram o combate no meio campo, com a ajuda de Lucas Ronier, enquanto Josué dava combate pela direita, tentando barrar os avanços do lateral-esquerdo Guilherme Arana.
“A entrada do Felipe [Jonatan] nos permitia colocar a estrutura que a gente pensou que geraria mais vantagem para a gente no jogo. Ao mesmo tempo, seria facilmente ajustável para um 4-4-2 porque o Felipe já jogou na segunda linha muitas vezes na vida. Então a gente optou por uma escalação inicial que nos dava a possibilidade de ajudar dentro da proposta inicial, ou voltar para um 4-4-2. O Felipe nos dava essa possibilidade”, completou.
A mudança na formação foi motivada, também, pela falta de condicionamento do volante Wallisson e do atacante Breno Lopes. A dupla, recuperada de lesões, entrou no segundo tempo em substituições já imaginadas pelo treinador.
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“O Breno Lopes e o Walisson perderam treinos, então perderam um pouco de ritmo. Não teriam condição de jogar mais de 45 minutos. Então não faz sentido colocar no primeiro tempo e perder um momento de substituição antes do intervalo ou ficar arrastando o jogador e correndo risco dele lesionar. Esse é um cuidado que a gente tem que ter e seria totalmente incoerente”, completou.
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Resultado foi positivo? Técnico do Coritiba responde
Apesar de ter sido o terceiro tropeço seguido do Coritiba, que amargou a derrota no clássico e os empates com Vasco e Fluminense, o técnico Fernando Seabra se disse feliz com a entrega e a evolução da equipe. Ele ainda citou os aplausos da maioria dos alviverdes que estiveram no Couto Pereira./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fseabra-detona-arbitragem-coritiba-fluminense.jpg)
“A gente fica satisfeito porque a dedicação dos jogadores foi imensa. O desejo de vencer, mesmo sabendo da qualidade do adversário, esteve presente até o final do jogo. Isso mostra a evolução da equipe. A gente fica muito feliz de enxergar e sentir que a torcida também sentiu isso e reconheceu”, apontou.
Além disso, Seabra também fez questão de elogiar o adversário, relembrando as últimas campanhas do Flumimense e colocando o clube carioca como o segundo melhor futebol praticado no Brasil neste início de temporada.
“Neste momento, no cenário do futebol brasileiro, provavelmente o Fluminense é uma das duas melhores equipes. Pelo que eles têm jogado e pontuado. Se for ver nos últimos anos, teve uma temporada de 2024 com oscilação, mas 2023 campeão da Libertadores e, no ano passado, terceiro colocado no Mundial. Um time muito qualificado e que está tendo um crescimento de desempenho muito interessante com o trabalho do [técnico Luis] Zubeldía”.
Com 15 pontos, o que representa 50% de aproveitamento, o Coxa ocupa a sexta posição de forma interina, mas pode perder ainda duas colocações até o fim da rodada.
Contudo, com o início das fases de grupos da Libertadores e da Copa Sul-Americana, o Coritiba terá a semana completa de treinamentos antes de encarar o Botafogo. O duelo, válido pela 11ª rodada, acontece no próximo domingo (12), às 16h, no Engenhão.
Agenda: veja os próximos jogos do Coxa
- Botafogo x Coritiba — domingo (12/04), às 16h, no Engenhão, no Rio de Janeiro
- Coritiba x Atlético-MG — domingo (19/04), às 16h, no Couto Pereira, em Curitiba
- Santos x Coritiba — quarta-feira (22/04), às 19h30, na Vila Belmiro, em Santos
- Grêmio x Coritiba — domingo (26/04), às 16h, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre
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