Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12: 'Pesquisava como ser autista e vomitava agulha', diz vítima

Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança A mulher de 37 anos presa em Joinville (SC) após fingir por 14 meses ter somente 12 anos para ser "adotada" por uma família, pesquisava na internet como imitar o comportamento infantil e estudava os sinais, atitudes e reações de uma adolescente autista. A revelação consta em um vídeo publicado nas redes sociais pela nutricionista Renata Magalhães, que foi vítima do mesmo golpe no Rio de Janeiro, em 2023. Em um dos registros publicados no perfil da nutricionista, Amanda Maria Souza de Oliveira — identificada como a autora do golpe — aparece imitando a voz de uma criança. No vídeo, ela interage com a mãe de Renata: “Eu só queria dizer que a senhora é linda, especial. Eu amei a senhora. A senhora já mora no meu coração”. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público nomeado pela Justiça para a suspeita, informou que ela vai passar por exames de sanidade mental. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Segundo a nutricionista, Amanda, que se apresentava como “Duda" na época, relatava que o próprio pai a obrigava a se prostituir e a tomar hormônios. A história era usada para justificar a fisionomia e a falta de documentos. Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos Arquivo Pessoal Renata Magalhães, que é nutricionista clínica infantil com ênfase em autismo, explicou como a farsa conseguiu se sustentar por tanto tempo. Segundo ela, por se tratar de um transtorno diagnosticado por sinais clínicos, e não por exames laboratoriais, a mulher simulava perfeitamente os sintomas por meio de desenhos, comportamentos infantis e crises falsas. Presa na terça-feira (2) após a farsa ser descoberta a partir da inquietação de uma parente da então família adotiva, Amanda Maria teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na sexta, ela foi indiciada por estelionato e falsa identidade. Em depoimento à polícia, Amanda confessou que, além de Joinville, ela aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e em Chapecó. LEIA TAMBÉM: Quem é Amanda Maria, mulher de 37 anos que fingiu ser adolescente Mulher viveu com família 'adotiva' por 14 meses 'Ela vomitava agulha' A nutricionista contou ainda que presenciou Amanda vomitar agulhas em diversas ocasiões. Imagens de raio-X feitas em 2024, em um hospital de Goiás, onde a suspeita foi presa pelo mesmo golpe, mostraram esses objetos espalhados pelo corpo dela. Na ocasião, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados. “Ela vomitava a agulha. Ela vomitava, fez isso na minha frente. É uma coisa bizarra. Tenho visto muita gente rindo e fazendo piada na internet, mas ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa”, desabafou Renata. Exame de raio-x mostrou que mulher tinha agulhas no corpo, em 2010 Reprodução De acordo com a profissional, após o esquema ser descoberto, a polícia encontrou no celular da golpista um histórico de pesquisas sobre o comportamento de pessoas autistas e técnicas para desenhar de forma emocionalmente apelativa. “O celular dela estava cheio de buscas. Pesquisava como se comportava um autista, como fazer desenhos para emocionar pessoas evangélicas e, para piorar: o histórico de filmes pornográficos era imenso”, revelou a nutricionista. Mulher enganou família de Joinville por mais de um ano Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso de Santa Catarina, Amanda conviveu com a família de Joinville por 14 meses. Ela se apresentava para eles como Gabriele. A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, declarou ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego. Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa. Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos. O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles. Acreditando na condição de vulnerabilidade infantil apresentada por ela, o pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de 12 anos para a menina comemorar o suposto aniversário. Mamadeira, chupeta e desenhos: como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos e enganou família em SC De mamadeira ao Mounjaro como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos para enganar família Redes sociais/Reprodução Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias

Jun 7, 2026 - 00:30
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Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12: 'Pesquisava como ser autista e vomitava agulha', diz vítima

Vídeo mostra como mulher de 37 anos fingia ter 12 e agia como criança A mulher de 37 anos presa em Joinville (SC) após fingir por 14 meses ter somente 12 anos para ser "adotada" por uma família, pesquisava na internet como imitar o comportamento infantil e estudava os sinais, atitudes e reações de uma adolescente autista. A revelação consta em um vídeo publicado nas redes sociais pela nutricionista Renata Magalhães, que foi vítima do mesmo golpe no Rio de Janeiro, em 2023. Em um dos registros publicados no perfil da nutricionista, Amanda Maria Souza de Oliveira — identificada como a autora do golpe — aparece imitando a voz de uma criança. No vídeo, ela interage com a mãe de Renata: “Eu só queria dizer que a senhora é linda, especial. Eu amei a senhora. A senhora já mora no meu coração”. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público nomeado pela Justiça para a suspeita, informou que ela vai passar por exames de sanidade mental. ✅ Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Segundo a nutricionista, Amanda, que se apresentava como “Duda" na época, relatava que o próprio pai a obrigava a se prostituir e a tomar hormônios. A história era usada para justificar a fisionomia e a falta de documentos. Amanda Maria Souza de Oliveira em imagem cedida pela assistente social Delma Soares, se passando por uma adolescente de 12 anos Arquivo Pessoal Renata Magalhães, que é nutricionista clínica infantil com ênfase em autismo, explicou como a farsa conseguiu se sustentar por tanto tempo. Segundo ela, por se tratar de um transtorno diagnosticado por sinais clínicos, e não por exames laboratoriais, a mulher simulava perfeitamente os sintomas por meio de desenhos, comportamentos infantis e crises falsas. Presa na terça-feira (2) após a farsa ser descoberta a partir da inquietação de uma parente da então família adotiva, Amanda Maria teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Na sexta, ela foi indiciada por estelionato e falsa identidade. Em depoimento à polícia, Amanda confessou que, além de Joinville, ela aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e em Chapecó. LEIA TAMBÉM: Quem é Amanda Maria, mulher de 37 anos que fingiu ser adolescente Mulher viveu com família 'adotiva' por 14 meses 'Ela vomitava agulha' A nutricionista contou ainda que presenciou Amanda vomitar agulhas em diversas ocasiões. Imagens de raio-X feitas em 2024, em um hospital de Goiás, onde a suspeita foi presa pelo mesmo golpe, mostraram esses objetos espalhados pelo corpo dela. Na ocasião, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar foram acionados. “Ela vomitava a agulha. Ela vomitava, fez isso na minha frente. É uma coisa bizarra. Tenho visto muita gente rindo e fazendo piada na internet, mas ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa”, desabafou Renata. Exame de raio-x mostrou que mulher tinha agulhas no corpo, em 2010 Reprodução De acordo com a profissional, após o esquema ser descoberto, a polícia encontrou no celular da golpista um histórico de pesquisas sobre o comportamento de pessoas autistas e técnicas para desenhar de forma emocionalmente apelativa. “O celular dela estava cheio de buscas. Pesquisava como se comportava um autista, como fazer desenhos para emocionar pessoas evangélicas e, para piorar: o histórico de filmes pornográficos era imenso”, revelou a nutricionista. Mulher enganou família de Joinville por mais de um ano Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso de Santa Catarina, Amanda conviveu com a família de Joinville por 14 meses. Ela se apresentava para eles como Gabriele. A ata da audiência de custódia mostra que a investigada se aproximou da família por intermédio de um pastor da igreja. Inicialmente, declarou ter 18 anos, experiência em panificação e que buscava emprego. Com o passar do tempo, no entanto, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que motivou o casal a acolhê-la temporariamente em casa. Após conquistar a confiança da família, a mulher teria alterado sua versão, afirmando ter apenas 11 anos e alegando ter sido vítima de abusos. O casal, então, se sensibilizou e permitiu que ela passasse a morar com eles. Acreditando na condição de vulnerabilidade infantil apresentada por ela, o pai e a mãe chegaram a organizar uma festa de 12 anos para a menina comemorar o suposto aniversário. Mamadeira, chupeta e desenhos: como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos e enganou família em SC De mamadeira ao Mounjaro como agia mulher de 37 anos que fingiu ter 12 anos para enganar família Redes sociais/Reprodução Infográfico - Falsa adolescente Arte/g1 VÍDEOS: mais assistidos do g1 SC nos últimos 7 dias