Atacante do Operário chora e diz ter sofrido racismo em jogo da Série B
O atacante Hildeberto, agora chamado de Berto, do Operário, relatou ter sido vítima de ofensas racistas após a derrota para o Vila Nova por 2 a 1, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia, pela quinta rodada da Série B. O ato aconteceu após o fim da partida quando o jogador, que é natural […]
O atacante Hildeberto, agora chamado de Berto, do Operário, relatou ter sido vítima de ofensas racistas após a derrota para o Vila Nova por 2 a 1, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), em Goiânia, pela quinta rodada da Série B.
O ato aconteceu após o fim da partida quando o jogador, que é natural de Cabo Verde, teria sido chamado de “macaquinho” por um torcedor goiano, atrás do banco de reservas. Revoltado, Berto discutiu com os torcedores nas arquibancadas e uma confusão generalizada começou.
Torcedores e jogadores arremessaram objetos do campo para a arquibancada/tribuna e vice-versa. Um dos objetos, uma garrafa, inclusive, acertou o rosto do presidente Álvaro Góes, do Operário, que caiu no gramado e saiu com o nariz sagrando.
Já o vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, afirmou que vai tentar identificar os torcedores envolvidos, se disse envergonhado e pediu desculpas pela situação. Berto, por sua vez, foi até a delegacia local para fazer boletim de ocorrência.
O Operário disse que só irá se manifestar após a divulgação da súmula e abertura do b.o. O clube de Ponta Grossa apenas reforçou “que o atleta está recebendo todo o apoio do clube e staff em Goiânia neste momento”.
Árbitro publica informações da confusão em súmula
O árbitro Jodis Nascimento de Souza divulgou a súmula da partida com informações da confusão após a partida. Confira abaixo o relato completo.
“Após o término da partida, quando a equipe do Vila Nova FC e a equipe de arbitragem já tinham se dirigido aos seus respectivos vestiários, houve uma confusão entre torcedores do Vila Nova, que se localizavam atrás do banco de reservas do Operário e os jogadores visitantes de número 14 e 18.
O atleta número 18 arremessou uma garrafa contra um torcedor, que arremessou a garrafa de volta ao campo de jogo, atingindo o um senhor, posteriormente identificado como presidente do Operário. O atleta número 14 arremessou um objeto na direção
arquibancada, não foi possível identificar se atingiu alguém.
Fomos informados no vestiário pelo delegado, o SR Leandro Lagares Pires de Souza, da partida, que após o término do jogo, já com a equipe de arbitragem no vestiário, o comandante da força policial do BEPE, foi até o vestiário informar que o atleta de número 14 o SR Hildeberto José Morgado Pereira, alega ter sofrido injúria racial de um torcedor da equipe do Vila Nova FC.
O atleta saiu do estádio acompanhado pelo policiamento em direção à delegacia para prestar queixa contra o torcedor. Informo que, até o término da elaboração da súmula, não foi apresentado boletim de ocorrência (b.o)./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fberto-confusao-racismo-operario-vila-nova-serie-b.jpg)
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