Athletico, Coritiba e Paraná Clube perderam a alma?

Crise após crise, com troca de profissionais, derrotas, ausência de títulos, rebaixamentos, baixo rendimento técnico e falta de identidade das equipes com as torcidas, levam-nos a refletir sobre o que está, efetivamente, acontecendo dentro de Coritiba, Athletico e Paraná Clube. Aumenta a suspeita de que os três grandes times de Curitiba perderam a alma. O […]

Mar 2, 2026 - 08:30
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Athletico, Coritiba e Paraná Clube perderam a alma?

Crise após crise, com troca de profissionais, derrotas, ausência de títulos, rebaixamentos, baixo rendimento técnico e falta de identidade das equipes com as torcidas, levam-nos a refletir sobre o que está, efetivamente, acontecendo dentro de Coritiba, Athletico e Paraná Clube.

Aumenta a suspeita de que os três grandes times de Curitiba perderam a alma.

O Tricolor, há muito tempo, vem sendo vilipendiado por alguns de seus gestores, prejudicado pelos próprios administradores a ponto de ser colocado em uma situação de extrema humilhação, sem calendário de jogos por mais de um ano.

Agora, com tremendo esforço de alguns e a esperança de que se concretize, o quanto antes, o acordo para a criação da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), o time reapareceu recebendo o carinho de sua exausta e fiel torcida, que compareceu à Vila Capanema na vitória sobre o Prudentópolis, pela Série B do Campeonato Paranaense.

Ailton Barboza lidera processo de SAF do Paraná. Foto: Divulgação

A SAF que divide opiniões

A mesma SAF deixa intrigada grande parte da torcida do Coritiba que, como nós, ainda não assimilou o projeto que transforma clubes sociais em empresas capitalizadas mediante a integralização dos ativos existentes, direitos federativos, marca e carteira de sócios, entre outros, recebendo aporte financeiro de novos investidores institucionais que, não necessariamente, se identificam com a história e a tradição da associação.

Como não existe mais nenhum dirigente ou personagem legitimamente coxa-branca no comando, os torcedores cobram os maus resultados e os baixos desempenhos dentro de campo apenas dos jogadores, treinadores e executivos.

O sistema administrativo adotado pela nova legislação do futebol incentiva o processo de afastamento dos torcedores, dos idealistas e dos apaixonados pelas cores do clube. O modelo, claramente, provoca a migração de uma realidade para outra sem que se saibam as reais consequências, a não ser a do lucro pelo lucro.

Lucas de Paula, CEO do Coritiba.

Do protagonismo ao desgaste

No Athletico, o que se observa é um claro isolamento do atual presidente, Mario Celso Petraglia, de todos aqueles que o ajudaram e colaboraram com o clube nas últimas décadas ou que foram, até mesmo, seus amigos. Ele se tornou um personagem misterioso na presidência de um clube que sempre foi alegre, festivo e de congraçamento coletivo.

Não concede entrevistas, não presta contas à torcida e age diante da impressionante omissão e subserviência do Conselho Deliberativo, mostrando-se sensivelmente desgastado com a maioria dos torcedores após o infeliz gesto com o dedo médio em um dos maus momentos do time em campo.

O time, aliás, recheado de estrangeiros, agora mesclados com ótimas revelações do CT do Caju, é conduzido pelo técnico Odair Hellmann, que tenta acomodar as peças em um elenco claramente sem identidade própria e, sobretudo, sem intensidade técnica.

O projeto atual do Furacão defende o continuísmo sob o manto da modernidade.

Petraglia, presidente do Athletico. (Foto: Geraldo Bubniak/Gazeta Press).

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