Charles Do Bronx projeta revanche com Tsarukyan por cinturão caso Gaethje se aposente
Charles “Do Bronx” Oliveira já começou a desenhar o caminho que pode levá-lo novamente ao cinturão dos pesos-leves do UFC. Antes de enfrentar Diego Lopes pelo título BMF no UFC 335, em dezembro, o brasileiro admitiu que Arman Tsarukyan merece uma oportunidade, mas apontou uma vantagem que acredita ter sobre o rival: o peso comercial. […]
Charles “Do Bronx” Oliveira já começou a desenhar o caminho que pode levá-lo novamente ao cinturão dos pesos-leves do UFC. Antes de enfrentar Diego Lopes pelo título BMF no UFC 335, em dezembro, o brasileiro admitiu que Arman Tsarukyan merece uma oportunidade, mas apontou uma vantagem que acredita ter sobre o rival: o peso comercial.
“Arman merece lutar pelo cinturão. Mas, se falarmos de valor de mercado, acho que o meu é muito maior. Isso significa que eu poderia passar na frente dele”, afirmou Charles em entrevista ao Sherdog.
Tudo começa com a decisão de Gaethje
O primeiro obstáculo para qualquer definição é Justin Gaethje. Atual campeão dos leves, o norte-americano já falou sobre a possibilidade de aposentadoria, embora tenha deixado aberta uma exceção para um eventual confronto com Conor McGregor.
Por isso, Charles considera que o UFC precisa primeiro entender os planos do campeão. “O primeiro passo é o UFC sentar com Gaethje e descobrir exatamente o que ele pretende fazer”, disse.
Se o norte-americano decidir continuar, Oliveira acredita que ele ou Tsarukyan podem receber a próxima oportunidade. Caso Gaethje deixe o cinturão vago, o brasileiro já tem seu cenário preferido. “Se ele continuar, pode ser eu ou Arman contra ele. Se ele se aposentar, então eu e Arman devemos lutar pelo cinturão vago”.
Esse reencontro já esteve perto de acontecer. Charles e Tsarukyan tinham revanche prevista para o UFC 331 antes de o brasileiro deixar o card. O armênio venceu o primeiro duelo entre eles por decisão dividida no UFC 300, em abril de 2024.
Charles aposta no peso comercial para furar a fila
A declaração chama atenção porque Oliveira não tenta diminuir o currículo do adversário. Ao contrário, reconhece que Tsarukyan construiu argumentos esportivos para disputar o cinturão.
O brasileiro acredita, porém, que o UFC pode considerar outro fator na hora de escolher o desafiante: sua capacidade de vender uma luta. Charles já foi campeão dos leves, segue como um dos brasileiros mais populares da organização e atualmente carrega o cinturão BMF. Seu nome também já havia voltado a ser relacionado a uma disputa de título contra Gaethje, cenário que reforça sua presença entre os principais nomes da divisão.
Antes de discutir quem passa na frente, porém, há um obstáculo imediato. Charles enfrenta Diego Lopes no UFC 335 e sabe que uma derrota pode desmontar todo esse planejamento. Se vencer, o brasileiro pretende voltar à mesa de negociações com duas possibilidades claras. Com Gaethje ainda campeão, quer entrar na disputa pela próxima chance. Sem o norte-americano, deseja reencontrar Tsarukyan, desta vez com o cinturão dos pesos-leves em jogo.
O mérito esportivo do armênio, Charles já reconheceu. Sua aposta é que, na hora da escolha, o UFC também coloque na balança aquilo que ele acredita ter em maior quantidade: poder de mercado.

