Coritiba cede empate de novo, agora para o Operário, e deixa gosto amargo na torcida

Se fosse um filme da Nasa, o técnico Fernando Seabra poderia ligar o microfone, diretamente de Vila Oficinas, para informar: “Alô Houston, temos um problema a bordo!”. O Coritiba, de novo, abriu dois gols de vantagem e cedeu o empate. Agora para o Operário, na abertura das semifinais do Campeonato Paranaense. Não foi propriamente uma […]

Fev 14, 2026 - 19:30
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Coritiba cede empate de novo, agora para o Operário, e deixa gosto amargo na torcida

Se fosse um filme da Nasa, o técnico Fernando Seabra poderia ligar o microfone, diretamente de Vila Oficinas, para informar: “Alô Houston, temos um problema a bordo!”.

O Coritiba, de novo, abriu dois gols de vantagem e cedeu o empate. Agora para o Operário, na abertura das semifinais do Campeonato Paranaense. Não foi propriamente uma repetição do que aconteceu em Chapecó, no empate de 3 a 3 pelo Brasileirão, mas ficou o mesmo gostinho amargo na garganta da torcida coxa-branca.

O Coxa foi muito eficiente no primeiro tempo com Wallison, Vini Paulista, Josué e Lucas Ronier circulando a bola pelo meio de campo e Pedro Rocha dando conta do recado no ataque, com a marcação de dois gols.

O Fantasma teve um domínio estéril, desperdiçando várias finalizações pela má pontaria dos seus atacantes e saiu perdendo por 2 a 0 na etapa inicial. No primeiro gol, Pedro Rocha aproveitou-se da marcação frouxa da zaga adversária e concluiu com categoria. No segundo, completou de cabeça um cruzamento perfeito do ala Bruno Melo.

Pedro Rocha comemora gol pelo Coritiba. (Foto: JP Pacheco/Coritiba).

Nos vestiários, o técnico Luizinho Lopes trabalhou bem, recompôs o posicionamento do seu sistema de armação, sob a liderança do craque Boschilia e dominou amplamente o jogo. “Alô Houston, temos um problema a bordo!”, pensou Fernando Seabra, afinal o seu time recuou, abriu mão do contra-ataque e sofreu os dois gols que levaram a torcida operariana ao delírio.

No primeiro, pênalti cometido pelo zagueiro Jacy, com direito a consulta do bom árbitro José Mendonça da Silva Junior ao VAR e outros babados: Boschilia cobrou e gol. No segundo, Gabriel Feliciano aproveitou o rebote após a cobrança de escanteio e acertou um tiro longo sem chance para o goleiro Pedro Morisco.

Claro que o técnico do Coritiba tentou de tudo, tanto que recorreu a duas substituições de alto nível: Keno e Breno Lopes. Mas nem isso recuperou a pegada, o ímpeto e o poder de pressão da equipe.

O Operário, ao contrário, pareceu contente com o empate, pois manteve longa invencibilidade com o seu mais tradicional adversário — eles se enfrentam há mais de cento e dez anos — dentro de casa e levou a decisão para o Couto Pereira.

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