Dirigente quebra silêncio após demissão do Athletico
Demitido do cargo de diretor de futebol do Athletico no último sábado, Eduardo Freeland se pronunciou pela primeira vez após a saída do clube. Em comunicado divulgado na segunda-feira, o dirigente relembrou sua passagem pelo Furacão e destacou o contexto desafiador em que assumiu a função, mas evitou comentar os motivos de sua demissão, que […]
Demitido do cargo de diretor de futebol do Athletico no último sábado, Eduardo Freeland se pronunciou pela primeira vez após a saída do clube. Em comunicado divulgado na segunda-feira, o dirigente relembrou sua passagem pelo Furacão e destacou o contexto desafiador em que assumiu a função, mas evitou comentar os motivos de sua demissão, que não foram explicados oficialmente pelo clube.
Freeland chegou ao Athletico em junho de 2025, em meio a um cenário delicado. À época, o time disputava a Série B do Campeonato Brasileiro e vivia, segundo o próprio dirigente, “o momento mais difícil do clube desde a conquista do título brasileiro de 2001”. A missão era clara: recolocar o Furacão na elite nacional e garantir a estabilidade esportiva e financeira.
Em sua carta de despedida, Freeland ressaltou o trabalho realizado ao lado do técnico Odair Hellmann e da comissão técnica, destacando a reconstrução interna e o fortalecimento do grupo. Segundo ele, a recuperação passou por reorganização de processos, melhora na comunicação e, principalmente, pela retomada da confiança dentro do clube.
“O caminho não foi simples, mas, jogo a jogo, o Athletico foi retomando sua essência competitiva e voltou a ser um time organizado e mentalmente forte. O acesso não veio por acaso. Foi fruto de trabalho, de método e de uma conexão verdadeira entre todos que fazem o clube”, afirmou.
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Ex-diretor destaca valorização das categorias de base do Athletico
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Além do retorno à Série A, o ex-diretor também destacou a valorização das categorias de base e o protagonismo de jovens atletas durante sua gestão. Para Freeland, o legado vai além dos resultados dentro de campo, passando pela criação de uma cultura de competitividade e identificação com o clube.
“Entregamos um clube mais estruturado e mais consciente do seu caminho. Elevamos a autoestima de todos e oportunizamos jovens promessas”, completou.
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Freeland ainda agradeceu ao presidente Mario Celso Petraglia, aos funcionários, atletas e torcedores pelo apoio ao longo do período.
No mesmo comunicado sobre a saída do dirigente, o Athletico informou que Márcio Lara acumulará a função de diretor financeiro com o comando do departamento de futebol.
Confira a carta de Eduardo Freeland
“Carta ao CAP
Quando fui convidado pelo Presidente Mario Celso Petraglia para comandar o Departamento de Futebol do Club Athletico Paranaense, o clube vivia momento difícil e ocupava a 12ª posição na tabela de classificação da Série B do Campeonato Brasileiro. A missão: subir o Furacão para a Série A. A saúde financeira do clube dependia deste acesso.
Odair Hellmann e sua competente Comissão Técnica estavam iniciando um trabalho de recuperação.
Cheguei em Curitiba em 26 de junho e tive a honra de participar daquele que, segundo os funcionários mais antigos, era o momento mais difícil do clube desde a conquista do título brasileiro de 2001.
Mas, apesar das adversidades, o Athletico tem algo que não se explica em palavras: o ACREDITAR!
Encontramos um ambiente naturalmente tenso e uma necessidade urgente de resultado. A partir dali, cada decisão foi tomada com um único norte: o acesso. Reorganizamos processos, fortalecemos a comunicação interna, alinhamos expectativas e, principalmente, alimentamos a confiança de todos os envolvidos, do grupo de jogadores e seus familiares, da comissão, dos funcionários e do torcedor.
O caminho não foi simples, mas, jogo a jogo, o Athletico foi retomando sua essência competitiva e voltou a ser um time organizado e mentalmente forte.
O acesso não veio por acaso. Foi fruto de trabalho, de método e de uma conexão verdadeira entre todos que fazem o clube. Quando a temporada 2025 chegou ao fim, a sensação foi de dever cumprido, mas o sentimento ainda maior era o da consciência de que o desafio seguinte seria mais intenso.
Ao longo desses meses, criamos algo que vai além de resultados, criamos uma cultura de luta e de entendimento sobre o peso de vestir essa camisa, sobre o peso de SER FURACÃO!

