Empresários são denunciados por aliciamento de jogadores do Londrina; filho de Popó liderava esquema

O Ministério Publico do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou três empresários do ramo esportivo por aliciarem jogadores do Londrina para receberem cartão amarelo de propósito no clássico paranaense com o Maringá, na Série C do ano passado. Segundo a denúncia, o […]

Fev 5, 2026 - 16:00
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Empresários são denunciados por aliciamento de jogadores do Londrina; filho de Popó liderava esquema

O Ministério Publico do Paraná, por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denunciou três empresários do ramo esportivo por aliciarem jogadores do Londrina para receberem cartão amarelo de propósito no clássico paranaense com o Maringá, na Série C do ano passado.

Segundo a denúncia, o trio utilizava as redes sociais para oferecer dinheiro aos jogadores em troca de ações específicas durante a partida. Um dos atletas recebeu a oferta de R$ 15 mil, que foi negada e ainda relatada na época para a diretoria do Londrina. Todos recusaram as propostas.

O MPPR ainda destaca que “um dos líderes do esquema utilizava o fato de ser filho de um renomado boxeador para ganhar a confiança das vítimas”. Ele é Igor Gutierrez Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Popó Freitas.


“As investigações apontam que os envolvidos entravam em contato com jogadores profissionais pelas redes sociais e também pelo aplicativo WhatsApp, com promessas financeiros em troca de eventos específicos em campo, como recebimento deliberado de cartão amarelo. Essas pessoas foram denúnciadas por associação criminosa e corrupção em âmbito esportivo”, explica o Promotor de Justiça Leandro Antunes Meirelles Machado.


Descritos na Lei Geral do Esporte, os crimes contra a incerteza do resultado esportivo têm penas que variam de dois a seis anos de reculsão, além do pagamento de multa. O Ministério Público ainda requereu o pagamento de R$ 150 mil em dano moral coletivo, “como forma de reparação do prejuízo causado à integridade e à incerteza do resultado esportivo”.

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Londrina repudiou a tentativa de manipulação

Na época em que o caso se tornou público, em setembro do ano passado, o Londrina repudiou a tentativa de aliciamento de seus jogadores. O clube ainda destacou que todos recusaram a proposta e rapidamente denunciaram para a diretoria. Na sequência, o Tubarão acionou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), através da Federação Paranaense de Futebol (FPF), para tomar as medidas cabíveis.

“Expressamos nosso profundo respeito e admiração pelos atletas que, além de recusarem a proposta ilícita, tiveram a coragem de procurar a diretoria para denunciar a atitude maliciosa. O Londrina Esporte Clube SAF é veementemente contra qualquer forma de manipulação de resultados e continuará trabalhando em estreita colaboração com as autoridades competentes para combater essas práticas e garantir a lisura das competições”.

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