“Multa astronômica”: Quem é joia do Athletico que brilhou no Atletiba 400

Com apenas 20 anos, o meia Dudu Kogitski anotou o gol que abriu a vitória por 2 a 0 do Athletico sobre o Coritiba no clássico de número 400 da história, na tarde deste domingo (22), na Arena da Baixada, pela 8ª rodada do Brasileirão 2026. Piá do Caju, o talentoso jovem chegou ao clube […]

Mar 22, 2026 - 18:30
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“Multa astronômica”: Quem é joia do Athletico que brilhou no Atletiba 400

Com apenas 20 anos, o meia Dudu Kogitski anotou o gol que abriu a vitória por 2 a 0 do Athletico sobre o Coritiba no clássico de número 400 da história, na tarde deste domingo (22), na Arena da Baixada, pela 8ª rodada do Brasileirão 2026.

Piá do Caju, o talentoso jovem chegou ao clube em 2017, quando tinha apenas 11 anos, e passou pelo processo de iniciação todas as categorias de base. Com muita qualidade, ele já era visto como uma das principais promessas da geração.

Canhoto e habilidoso, Dudu chamou a atenção por dar mais dinamismo no setor de criação. A cria do CT do Caju ganhou a titularidade no triunfo sobre o Cruzeiro, já que o argentino Bruno Zapelli estava suspenso. A boa atuação fez com que Odair Hellmann bancasse Dudu, deixando o contestado Zapelli ficasse no banco contra o Coxa.

Além do gol, quando mostrou eficiência no arremate, Dudu também conseguiu gerar chances se aproximando do colombiano Kevin Viveros, além de ser importante na marcação. A atuação rendeu aplausos das arquibancadas, principalmente apos se recuperar e conseguir desarme no atacante Breno Lopes, que puxava contra-ataque.

Dudu soma 38 jogos e fez o quarto gol na carreira. A estreia no time principal foi em dezembro de 2023, na vitória por 3 a 0 sobre o Santos, pela última rodada do Brasileirão daquele ano. Contudo, voltou a integrar as equipes de base em 2024 e só retornou para o elenco principal em 2025.

Contudo, teve uma lesão grande no ombro logo no primeiro treinamento do ano passado. Com isso, ficou de fora do trabalho de Maurício Barbieri e só disputou o primeiro jogo em junho, já quando Odair Hellmann estava no clube. Mesmo assim, terminou o ano com 23 jogos e três gols.

Dudu abriu o placar para o Athletico contra o Coritiba.
Dudu abriu o placar para o Athletico contra o Coritiba. Foto: Robson Mafra/Agif/Gazeta Press

Com o destaque na Série B, o Athletico agiu rápido e, sem novela, chegou à renovação do contrato até dezembro de 2029. Para uma venda internacional, Dudu tem multa rescisória de 60 milhões de euros (aproximadamente R$ 367 milhões na cotação atual).

Na base, foi finalista do Furacão na Copa do Brasil Sub-17, em 2023, e também participou das principais competições da categoria Sub-20. Além disso, contou com diversas convocações para a seleção brasileira de base, tendo sido titular e camisa 10 na conquista do Campeonato Sul-Americano Sub-17 e defendeu o Brasil na Copa do Mundo Sub-17, sendo ambos os torneios de 2023.

Atletiba número 400 marca fim do jejum do Athletico sobre o Coritiba

O clássico de número 400 selou o fim do jejum de 1.043 dias. Até então, são 152 vitórias do Coxa, 126 triunfos do Furacão e 121 empates. Contando duelos somente pelo Campeonato Brasileiro, são 44 confrontos. São 16 vitórias para cada lado e outros 12 empates. Entre os maiores artilheiros da história do Atletiba, estão Neno, Marreco e Jackson.

Contudo, o Athletico vive um jejum de vitórias sobre o Coritiba que dura 1.043 dias. O último triunfo rubro-negro no clássico foi no dia 14 de maio de 2023, em uma vitória, de virada, por 3 a 2, pela sexta rodada do Brasileirão. Naquele triunfo rubro-negro, o Alviverde abriu o placar com o meia Marcelino Moreno e viu o atacante Pablo igualar pelo Furacão.

Torcida do Athletico no Atletiba da Série A. Foto: Hedeson Alves/ Agif/Gazeta Press

Na etapa final, o atacante Robson recolocou o Coritiba em vantagem. No entanto, nos acréscimos, o Athletico conseguiu a virada com gols de Willian Bigode e Agustín Canobbio.

Desde aquele confronto, o Furacão não venceu mais. São três empates e três vitórias do Coxa nos últimos seis embates entre os rivais. Para completar, neste período o Rubro-Negro só conseguiu marcar uma vez e sofreu cinco gols.

Para se ter noção, o último gol rubro-negro no clássico foi anotado pelo uruguaio Gonzalo Mastriani, no empate por 1 a 1, no Couto Pereira, em jogo da primeira fase do Paranaense 2024. Depois disso, são quatro clássicos sem o Coxa ser vazado.

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