Tribunal Constitucional veta parte de lei que endurece regras para a cidadania portuguesa
O Tribunal Constitucional (TC) de Portugal decidiu nesta segunda-feira (15) que vários artigos de uma lei que endurece o acesso à nacionalidade são inconstitucionais. O texto havia sido aprovado pelo Parlamento português no fim de outubro.
Na prática, o novo texto altera a chamada Lei da Nacionalidade, que define quem é ou pode se tornar cidadão português. A norma também estabelece regras para estrangeiros que vivem no país tenham acesso à cidadania.
Com a decisão do TC, a lei será devolvida para o Parlamento, que deverá alterar os trechos considerados inconstitucionais. Os deputados terão que fazer uma nova votação.
Ao todo, a Corte declarou inconstitucionais quatro normas da Lei da Nacionalidade. Veja a seguir:
Vetou a regra que negava automaticamente a cidadania a condenados criminalmente com penas de dois anos ou mais.
Barrou a norma que permitia retirar a nacionalidade por “fraude manifesta”, porque a lei não dizia o que conta como fraude.
Derrubou a mudança que aplicaria regras antigas a pedidos já pendentes, por violar a confiança de quem está com o processo em andamento.
Impediu o cancelamento da nacionalidade por “comportamentos” contra a comunidade nacional, porque a lei não definia quais comportamentos seriam esses.
A decisão atende a um recurso protocolado pelo Partido Socialista, que faz oposição ao atual governo português. Atualmente, o Parlamento é controlado por uma coalizão de direita.
Quando os socialistas estiveram no poder, entre 2015 e 2024, as políticas migratórias de Portugal eram consideradas uma das mais abertas da Europa. Com isso, o número de residentes estrangeiros no país cresceu nos últimos anos, chegando a 15% da população total no ano passado.
Com a troca de governo, o Parlamento passou a discutir alterações na legislação para combater a imigração.
Ainda em outubro, os deputados também aprovaram mudanças na chamada Lei de Estrangeiros, limitando a regularização de turistas, impondo regras mais rígidas para reagrupamento familiar e endurecendo a concessão de vistos, como os de trabalho.
Lei da Nacionalidade
Confira a seguir algumas mudanças aprovadas pelo Parlamento de Portugal para o acesso à cidadania.
⏰ Tempo para obter a nacionalidade: o prazo mínimo de residência legal passa de cinco para dez anos. Para cidadãos da União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como brasileiros, o período será de sete anos.
O Tribunal Constitucional (TC) de Portugal decidiu nesta segunda-feira (15) que vários artigos de uma lei que endurece o acesso à nacionalidade são inconstitucionais. O texto havia sido aprovado pelo Parlamento português no fim de outubro.
Na prática, o novo texto altera a chamada Lei da Nacionalidade, que define quem é ou pode se tornar cidadão português. A norma também estabelece regras para estrangeiros que vivem no país tenham acesso à cidadania.
Com a decisão do TC, a lei será devolvida para o Parlamento, que deverá alterar os trechos considerados inconstitucionais. Os deputados terão que fazer uma nova votação.
Ao todo, a Corte declarou inconstitucionais quatro normas da Lei da Nacionalidade. Veja a seguir:
Vetou a regra que negava automaticamente a cidadania a condenados criminalmente com penas de dois anos ou mais.
Barrou a norma que permitia retirar a nacionalidade por “fraude manifesta”, porque a lei não dizia o que conta como fraude.
Derrubou a mudança que aplicaria regras antigas a pedidos já pendentes, por violar a confiança de quem está com o processo em andamento.
Impediu o cancelamento da nacionalidade por “comportamentos” contra a comunidade nacional, porque a lei não definia quais comportamentos seriam esses.
A decisão atende a um recurso protocolado pelo Partido Socialista, que faz oposição ao atual governo português. Atualmente, o Parlamento é controlado por uma coalizão de direita.
Quando os socialistas estiveram no poder, entre 2015 e 2024, as políticas migratórias de Portugal eram consideradas uma das mais abertas da Europa. Com isso, o número de residentes estrangeiros no país cresceu nos últimos anos, chegando a 15% da população total no ano passado.
Com a troca de governo, o Parlamento passou a discutir alterações na legislação para combater a imigração.
Ainda em outubro, os deputados também aprovaram mudanças na chamada Lei de Estrangeiros, limitando a regularização de turistas, impondo regras mais rígidas para reagrupamento familiar e endurecendo a concessão de vistos, como os de trabalho.
Lei da Nacionalidade
Confira a seguir algumas mudanças aprovadas pelo Parlamento de Portugal para o acesso à cidadania.
⏰ Tempo para obter a nacionalidade: o prazo mínimo de residência legal passa de cinco para dez anos. Para cidadãos da União Europeia e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), como brasileiros, o período será de sete anos.