Uma das belezas de Curitiba estava na Baixada: Athletico humilhou o Botafogo
Bem que o prefeito Eduardo Pimentel poderia mandar uma carta de agradecimento ao Athletico. É que, entre tantas belezas que Curitiba pode mostrar no seu aniversário de 333 anos, uma delas, emocionante como Jaime Lerner na fonte da Rua XV, estava na Baixada: o jogo soberbo, pela inteligência tática e individual, que o Furacão fez […]
Bem que o prefeito Eduardo Pimentel poderia mandar uma carta de agradecimento ao Athletico. É que, entre tantas belezas que Curitiba pode mostrar no seu aniversário de 333 anos, uma delas, emocionante como Jaime Lerner na fonte da Rua XV, estava na Baixada: o jogo soberbo, pela inteligência tática e individual, que o Furacão fez para golear o Botafogo por 4 a 1 e tornar-se vice-líder do Brasileiro.
No quarto gol, essa beleza de Curitiba alcançou a emoção. O lateral-esquerdo Esquivel, injustiçado na seleção argentina, cobrou uma falta da direita e fez a bola passear, fazendo curvas no céu curitibano, antes de entrar no ângulo direito do gol carioca. Um gol histórico, que lembra um dos gols de Marco Ruben contra o Boca Juniors, em um lançamento longo de Thiago Heleno. Gols que se cravam na memória do povo e nem a morte apaga.
A goleada foi um esforço coletivo, sem dúvida. Mas, sem Viveros, Dudu, Aguirre e Esquivel, não seria possível. Centrado nos quatro, Odair Hellmann montou uma armadilha, e o Botafogo caiu. Sem correr riscos, deu o campo e a bola para os cariocas.
Aos 3 minutos, um lateral errado de Alex Telles permitiu que Viveros ganhasse a bola e, em velocidade, a conduzisse. Mostrou que não é mecanizado apenas pelo físico e pela força. Também pensa e, por isso, fez a defesa carioca de boba. Ameaçou lançar Julimar e ficou livre para chutar e vencer Raul: 1 a 0./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F03%2Fkevin-viveros-athletico-botafogo.jpg)
Edenilson empatou aos 43 minutos, em cobrança de escanteio de Alex Telles. Atribuiu-se a culpa ao recuo excessivo do Athletico, mas não foi. Foi falha da zaga. Logo depois, aos 47 minutos, Esquivel fez um lançamento longo para Benavídez, pela direita, que cruzou na área, e lá estava Viveros para fazer 2 a 1.
A etapa final foi diferente. O Athletico voltou melhor e esculhambou o Botafogo, deixando a humilhação para o final. O terceiro gol, que levaria o Furacão à vice-liderança, teve origem, outra vez, em Esquivel. Cobrando falta da intermediária, permitiu que Aguirre entrasse sozinho na área e, de cabeça, marcasse: 3 a 1.
E, então, veio aquele gol já narrado, de Esquivel. Como vice-líder, o Athletico terminou o jogo trocando passes, e a torcida gritando “olé”. Esquivel, 10; Viveros, 9,8; Aguirre e Dudu, 9,5. O público de 21 mil torcedores foi um fracasso inexplicável. Mas pior para quem não foi.
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