Venda de Bruninho expõe dilema do Athletico: Petraglia envelheceu ou o clube está sem dinheiro?
Quanto mais as fórmulas burocráticas prevalecem no futebol, mais se exigem jogadores com capacidade técnica para quebrar paradigmas. Há tempo o Athletico não revelava um jogador diferente. As jovens esperanças nada mais eram do que o comum, até que surgiu esse menino, Bruninho. Aos 17 anos, contrariando dogmas, como se fosse um jogo de cultura […]
Quanto mais as fórmulas burocráticas prevalecem no futebol, mais se exigem jogadores com capacidade técnica para quebrar paradigmas.
Há tempo o Athletico não revelava um jogador diferente. As jovens esperanças nada mais eram do que o comum, até que surgiu esse menino, Bruninho. Aos 17 anos, contrariando dogmas, como se fosse um jogo de cultura de rua, antecipou o futuro em razão de suas virtudes técnicas.
A última imagem da vitória do Athletico sobre a Chapecoense, na Baixada, foi a das crianças e dos jovens sorrindo por Bruninho, a única forma de criar o simbolismo de que, enfim, havia um ídolo.
Bruninho foi negociado com o Shakhtar, da Ucrânia. É mais uma prova de que as coisas no Athletico não ocorrem por motivos aleatórios, mas por razões específicas. Ao invés de se homenagear a nova geração de torcedores, mantendo-se ao menos a ilusão da existência de um ídolo, o símbolo que prevalece é o do negócio./https%3A%2F%2Fmedia.umdoisesportes.com.br%2Fmain%2F2026%2F04%2Fathletico-negocia-venda-bruninho-eruopa.jpg)
Certa vez, perguntei ao presidente Mario Celso Petraglia qual era o seu segredo para fazer grandes negócios no comércio de jogadores. Respondeu-me: “O segredo é mostrar falso desinteresse no negócio, não ter pressa, pois logo o preço para venda chegará”.
Na primeira proposta, imediatamente depois do seu sucesso na Seleção Brasileira sub-20 e de sua afirmação no Athletico, Bruninho foi negociado.
Pergunto: Petraglia não é mais o mesmo ou o Athletico está sem dinheiro?


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