Brasileiro que se alistou no exército da Rússia teve último contato com a família há 7 meses: 'falava que lá é o inferno'
Brasileiro que se alistou no exército da Rússia teve último contato com a família há 7 meses: 'falava que lá é o inferno' Arquivo Pessoal O último contato do brasileiro Chairon Vitor Sepulvida, de 23 anos, desaparecido após ter se alistado no Exército da Rússia, ocorreu momentos antes do jovem atuar na linha de frente do combate com a Ucrânia, segundo a mãe. Ele viajou ao país após receber uma proposta de trabalho como mecânico de armas. O Itamaraty acompanha o caso. Segundo Charlaenne Sepulvida, o jovem não mantém contato com a família desde 15 de julho de 2025. O último registro oficial na base de dados da Federação da Rússia, no entanto, seria do dia 30 daquele mês. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "O e-mail que eu recebi do Itamaraty fala que ele se apresentou no dia 30 [de julho], no batalhão, ao comandante. Ele tinha se apresentado, mas estava com a ausência desconhecida há mais de 30 dias", explicou a mãe. Brasileiro que se alistou no exército da Rússia teve último contato com a família há 7 meses: 'falava que lá é o inferno' Arquivo Pessoal No último contato, Chairon contou à mãe que participaria de um "assalto", como são conhecidos os ataques destinados a romper defesas inimigas ou a conquistar um objetivo previamente definido. "Ele falava pra mim que lá é o inferno, eu falava pra ele 'então volta' e ele falava que não podia desistir, não podia voltar. Deserção do exército é um crime grave, então ele não podia desistir. Na última vez que ele falou comigo, ele falou pra mim que ia pro front, que ia participar de um assalto no front e tava saindo pra missão", relembrou Charlaenne. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 18 de dezembro, os familiares receberam informações não confirmadas de que Chairon estaria em uma lista de mortos. A mulher tenta arrecadar dinheiro para ir até a Rússia em busca de informações oficiais sobre o jovem e realiza uma campanha nas redes sociais. "A gente se falava diariamente. O máximo que a gente ficava sem se falar era cinco dias, uma semana. Aí ele voltava e dizia 'mãe, voltei da missão, tô bem'. Ele tava sempre entrando em contato comigo. Eu tenho uma foto do passaporte dele, do certificado dele de militar da Federação Russa. Ele fez um curso de língua para poder falar lá, comunicar com os outros soldados. Mandou a foto do certificado para mim", relembrou a mãe. "O que eu quero é uma resposta, boa ou ruim. Eu quero saber o que aconteceu. Eu quero ter a certeza. Porque eu e minha família, a gente está vivendo um luto incerto e doloroso. Quando você começa a ter esperança de alguma coisa, você, ao mesmo tempo, perde. Meu filho não ia ficar seis, sete meses, sem me dar uma notícia se não tiver acontecido algo com ele", afirmou Charlaenne.

Brasileiro que se alistou no exército da Rússia teve último contato com a família há 7 meses: 'falava que lá é o inferno' Arquivo Pessoal O último contato do brasileiro Chairon Vitor Sepulvida, de 23 anos, desaparecido após ter se alistado no Exército da Rússia, ocorreu momentos antes do jovem atuar na linha de frente do combate com a Ucrânia, segundo a mãe. Ele viajou ao país após receber uma proposta de trabalho como mecânico de armas. O Itamaraty acompanha o caso. Segundo Charlaenne Sepulvida, o jovem não mantém contato com a família desde 15 de julho de 2025. O último registro oficial na base de dados da Federação da Rússia, no entanto, seria do dia 30 daquele mês. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp "O e-mail que eu recebi do Itamaraty fala que ele se apresentou no dia 30 [de julho], no batalhão, ao comandante. Ele tinha se apresentado, mas estava com a ausência desconhecida há mais de 30 dias", explicou a mãe. Brasileiro que se alistou no exército da Rússia teve último contato com a família há 7 meses: 'falava que lá é o inferno' Arquivo Pessoal No último contato, Chairon contou à mãe que participaria de um "assalto", como são conhecidos os ataques destinados a romper defesas inimigas ou a conquistar um objetivo previamente definido. "Ele falava pra mim que lá é o inferno, eu falava pra ele 'então volta' e ele falava que não podia desistir, não podia voltar. Deserção do exército é um crime grave, então ele não podia desistir. Na última vez que ele falou comigo, ele falou pra mim que ia pro front, que ia participar de um assalto no front e tava saindo pra missão", relembrou Charlaenne. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Em 18 de dezembro, os familiares receberam informações não confirmadas de que Chairon estaria em uma lista de mortos. A mulher tenta arrecadar dinheiro para ir até a Rússia em busca de informações oficiais sobre o jovem e realiza uma campanha nas redes sociais. "A gente se falava diariamente. O máximo que a gente ficava sem se falar era cinco dias, uma semana. Aí ele voltava e dizia 'mãe, voltei da missão, tô bem'. Ele tava sempre entrando em contato comigo. Eu tenho uma foto do passaporte dele, do certificado dele de militar da Federação Russa. Ele fez um curso de língua para poder falar lá, comunicar com os outros soldados. Mandou a foto do certificado para mim", relembrou a mãe. "O que eu quero é uma resposta, boa ou ruim. Eu quero saber o que aconteceu. Eu quero ter a certeza. Porque eu e minha família, a gente está vivendo um luto incerto e doloroso. Quando você começa a ter esperança de alguma coisa, você, ao mesmo tempo, perde. Meu filho não ia ficar seis, sete meses, sem me dar uma notícia se não tiver acontecido algo com ele", afirmou Charlaenne.

