Coritiba venceu o Athletico em jogo ainda com carinha e ranço de futebol da Série B

Todos os torcedores que foram à Arena da Baixada ou assistiram pela televisão ao primeiro clássico Atletiba da temporada devem ter ficado um pouco preocupados, assim como eu, com as evidentes carências técnicas dos nossos representantes na próxima Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. O Coritiba venceu o Athletico em um jogo que ainda teve cara […]

Jan 17, 2026 - 19:00
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Coritiba venceu o Athletico em jogo ainda com carinha e ranço de futebol da Série B

Todos os torcedores que foram à Arena da Baixada ou assistiram pela televisão ao primeiro clássico Atletiba da temporada devem ter ficado um pouco preocupados, assim como eu, com as evidentes carências técnicas dos nossos representantes na próxima Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

O Coritiba venceu o Athletico em um jogo que ainda teve cara e ranço de futebol da Série B.

No primeiro tempo, as duas equipes se comportaram de forma passiva, sem iniciativa coletiva ou individual. É compreensível que muitos jogadores estejam chegando e que ainda falte entrosamento, mas o problema é que a largada do Brasileirão será daqui a poucos dias. Portanto, não há muito tempo para que os técnicos Fernando Seabra e Odair Hellmann continuem promovendo testes ou experiências.

Menos mal para o Coxa que, no segundo tempo, demonstrou mais consciência coletiva de jogo. Afinal, a estrutura tática foi bem montada por Mozart no ano passado e, inteligentemente, mantida pelo novo técnico nesta partida. Tanto que o meio de campo e o ataque se movimentaram melhor diante de um adversário claramente improvisado, sem entrosamento e com talento individual muito reduzido para fazer a diferença.

Lucas Ronier após gol no Atletiba. Foto: Edson de Souza/Gazeta Press.

Aliás, Odair Hellmann fez uma aposta equivocada com Felipinho, Jadson, Zapelli e Mendoza, jogadores que não concluem as jogadas e apenas fazem número, como foi o perfil do time na sofrível temporada passada. Não fossem as jogadas individuais que decidiram a classificação nas rodadas finais da Série B, o Furacão sequer teria subido.

Portilla e Bruninho deram um pouco mais de movimentação ofensiva, mas foi insuficiente após o gol do Coritiba, marcado em uma falha grotesca do ala Benavídez, bem aproveitada por Lavega, que cruzou para Lucas Ronier cabecear para as redes diante da atarantada zaga atleticana e do goleiro Santos.


O time coxa-branca soube controlar uma relativa superioridade em campo, sobretudo pela sua sólida composição defensiva, que não cedeu nenhuma chance ao adversário, que apenas correu, forçou, ciscou e nada mais. Uma indigência técnica comovente.


Sem a pretensão de ser excessivamente exigente, mas apenas realista diante do que espera a dupla Atletiba nos desafios deste ano, fica a esperança de que ambos melhorem o rendimento para não decepcionar seus apaixonados e fiéis torcedores.

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