Cresce temor de que possível ataque dos EUA ao Irã desencadeie uma guerra no Oriente Médio

No Oriente Médio, o medo de uma nova guerra está crescendo. Donald Trump ameaça atacar o Irã se o regime dos aiatolás não aceitar um novo acordo sobre o programa nuclear. E a imprensa americana publicou que uma ofensiva militar pode ocorrer já neste sábado (21). É a maior concentração de aviões militares americanos na região desde 2003, segundo um levantamento do “Wall Street Journal". Foi naquele ano que os Estados Unidos invadiram o Iraque. Agora, a grande armada de Donald Trump inclui o porta-aviões Abraham Lincoln. Ele transporta até 90 caças e é acompanhado por três destroieres - são navios equipados com mísseis que podem alvos a 2,5 mil km de distância. No total, a Marinha americana tem 13 navios na região. Os Estados Unidos também estão deslocando para lá o maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, que foi visto na entrada do Mar Mediterrâneo. Antes, o navio estava no Caribe, onde participou da operação para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Além disso, uma base aérea na Jordânia recebeu duas levas de caças americanos no último mês. Cresce temor de que possível ataque dos EUA ao Irã desencadeie uma guerra no Oriente Médio Jornal Nacional/ Reprodução Do outro lado, o regime iraniano também mobiliza forças e fortifica instalações nucleares. Imagens de satélite mostram que o governo investiu em obras, como na usina de Isfahan — que foi atacada em junho de 2025. Teerã também ameaça bloquear o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz — por onde escoam 20 milhões de barris de petróleo por dia, principalmente da Arábia Saudita. Nesta quinta-feira (19), Irã e Rússia fizeram exercícios militares no estreito, perto do porta-aviões americano. O que já fez saltar o preço do petróleo. Os aiatolás também têm outro combate, dentro do Irã. Eles enfrentam uma população indignada com a violência do regime. A profunda crise econômica e o massacre de manifestantes em janeiro fizeram com que muitos funerais se transformassem em protestos. Na terça-feira (17), uma multidão gritou “morte ao líder supremo Ali Khamenei” em um cemitério na cidade de Abdanan, no centro do país. As forças de segurança responderam com tiros. Esta semana, negociadores dos governos americano e iraniano se reuniram em Genebra para tentar fechar um acordo nuclear, mas até agora as concessões apresentadas pelo Irã não agradaram à Casa Branca. Segundo a rede de TV americana CBS, integrantes do alto escalão do governo dos Estados Unidos informaram a Trump que os militares estarão prontos para atacar a partir deste sábado (21). De acordo com a CBS, o presidente americano ainda não tomou uma decisão final. Como parte de um acordo, Benjamin Netanyahu exige o desmantelamento da infraestrutura nuclear do Irã e também restrições ao programa de mísseis do regime. LEIA TAMBÉM EUA estão prontos para possível ataque ao Irã no fim de semana, diz imprensa americana EUA dizem ter vários argumentos para atacar o Irã, e Trump faz nova ameaça

Fev 19, 2026 - 21:00
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Cresce temor de que possível ataque dos EUA ao Irã desencadeie uma guerra no Oriente Médio

No Oriente Médio, o medo de uma nova guerra está crescendo. Donald Trump ameaça atacar o Irã se o regime dos aiatolás não aceitar um novo acordo sobre o programa nuclear. E a imprensa americana publicou que uma ofensiva militar pode ocorrer já neste sábado (21). É a maior concentração de aviões militares americanos na região desde 2003, segundo um levantamento do “Wall Street Journal". Foi naquele ano que os Estados Unidos invadiram o Iraque. Agora, a grande armada de Donald Trump inclui o porta-aviões Abraham Lincoln. Ele transporta até 90 caças e é acompanhado por três destroieres - são navios equipados com mísseis que podem alvos a 2,5 mil km de distância. No total, a Marinha americana tem 13 navios na região. Os Estados Unidos também estão deslocando para lá o maior porta-aviões do mundo, o Gerald Ford, que foi visto na entrada do Mar Mediterrâneo. Antes, o navio estava no Caribe, onde participou da operação para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro. Além disso, uma base aérea na Jordânia recebeu duas levas de caças americanos no último mês. Cresce temor de que possível ataque dos EUA ao Irã desencadeie uma guerra no Oriente Médio Jornal Nacional/ Reprodução Do outro lado, o regime iraniano também mobiliza forças e fortifica instalações nucleares. Imagens de satélite mostram que o governo investiu em obras, como na usina de Isfahan — que foi atacada em junho de 2025. Teerã também ameaça bloquear o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz — por onde escoam 20 milhões de barris de petróleo por dia, principalmente da Arábia Saudita. Nesta quinta-feira (19), Irã e Rússia fizeram exercícios militares no estreito, perto do porta-aviões americano. O que já fez saltar o preço do petróleo. Os aiatolás também têm outro combate, dentro do Irã. Eles enfrentam uma população indignada com a violência do regime. A profunda crise econômica e o massacre de manifestantes em janeiro fizeram com que muitos funerais se transformassem em protestos. Na terça-feira (17), uma multidão gritou “morte ao líder supremo Ali Khamenei” em um cemitério na cidade de Abdanan, no centro do país. As forças de segurança responderam com tiros. Esta semana, negociadores dos governos americano e iraniano se reuniram em Genebra para tentar fechar um acordo nuclear, mas até agora as concessões apresentadas pelo Irã não agradaram à Casa Branca. Segundo a rede de TV americana CBS, integrantes do alto escalão do governo dos Estados Unidos informaram a Trump que os militares estarão prontos para atacar a partir deste sábado (21). De acordo com a CBS, o presidente americano ainda não tomou uma decisão final. Como parte de um acordo, Benjamin Netanyahu exige o desmantelamento da infraestrutura nuclear do Irã e também restrições ao programa de mísseis do regime. LEIA TAMBÉM EUA estão prontos para possível ataque ao Irã no fim de semana, diz imprensa americana EUA dizem ter vários argumentos para atacar o Irã, e Trump faz nova ameaça