'Perdi R$ 4.000 ao comprar uma água de R$ 3', diz vítima do golpe do cartão trocado; veja como se proteger
'Perdi R$ 4 mil comprando uma água, diz vítima do golpe do cartão trocado Em um vídeo com mais de 600 mil visualizações no TikTok, Lucas Hiroshi, de 25 anos, contou que perdeu R$ 4.000 ao comprar uma água de R$ 3 de um vendedor ambulante em São Paulo, no mês passado. Ele utilizou um cartão crédito/débito. Lucas foi uma das milhares de vítimas do golpe do cartão trocado, que ainda acontece com frequência em espaços com aglomerações, como saída de shows e blocos de carnaval. É aquele em que o criminoso distrai a vítima, fica com o cartão dela e devolve um parecido. Geralmente, o dono só se dá conta quando compras que ele não fez aparecem no cartão (veja outros golpes com cartão e como se proteger, ao fim da reportagem). No caso de Lucas, outro detalhe fez com que ele demorasse a perceber a troca: o cartão utilizado não possui o nome do titular impresso, assim como aquele que Lucas recebeu de volta. "Na hora (em que o cartão é devolvido), você não sabe. É um cartão igual. No escuro, você nem repara", disse Lucas ao g1. No vídeo, ele conta que estava em uma rua movimentada no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na noite do feriado de 15 de novembro, quando foi abordado por um ambulante que vendia bebidas. Cartão "fake" que suposto vendedor de bebidas entregou ao Lucas. Arquivo pessoal/Lucas Hiroshi Lucas decidiu comprar uma água e, na hora de pagar, o vendedor afirmou que a função de aproximação não estava funcionando e perguntou se ele tinha o cartão físico. Após ele inserir o cartão, a maquininha apresentou falhas repetidas, segundo Lucas. Diante das tentativas malsucedidas, o jovem optou por fazer o pagamento via PIX. O que ele não percebeu, porém, é que, durante o processo, o ambulante trocou seu cartão por outro idêntico da mesma empresa emissora. “Depois de fazer a compra, ele ainda virou e falou para nós (Lucas e um amigo) tomarmos cuidado por ali, porque estavam passando muitos ladrões de celular”, disse o jovem no vídeo do TikTok. "Cerca de 30 minutos depois, recebi uma notificação para confirmar uma compra de R$ 900. Cancelei a compra e o cartão. Mas, quando vi o extrato, havia dois saques de cerca de R$ 1.000 e outras compras", contou. "No total, tive um prejuízo de R$ 4.000 por uma compra que custava R$ 3". Lucas Hiroshi publicou um vídeo no TikTok contando que foi vítima do golpe da troca do cartão Reprodução/TikTok/Arquivo pessoal Lucas publicou o relato dois dias depois do acontecimento. Nos comentários, outras pessoas disseram ter caído no mesmo golpe. O cartão usado por ele é do tipo múltiplo (débito e crédito) do Mercado Pago, com bandeira Visa. O g1 também conversou com outra vítima, Pedro Henrique Barboza Alves, que usa o mesmo tipo de cartão e afirma ter tido um prejuízo de R$ 16 mil após comprar três águas com um ambulante na saída de um show do Gilberto Gil, em São Paulo. Segundo ele, diversas transações não autorizadas foram feitas depois da compra. O homem afirma que não entregou o cartão nas mãos do vendedor, e, por isso, ainda não está claro se houve troca ou se a maquininha estava infectada. Ambas as vítimas disseram ao g1 que entraram com uma ação contra o Mercado Pago. O g1 procurou o Mercado Pago, que afirmou "disponibilizar diversas funcionalidades de proteção diretamente no app". A empresa também disse reforçar "a importância da atenção redobrada ao realizar transações com o cartão" (leia o comunicado ao final da matéria). Após o contato do g1, a instituição procurou os clientes para reabrir o caso, mas não havia uma definição até a publicação desta reportagem. A empresa não comentou sobre a ausência do nome no cartão. O g1 também procurou a Visa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. "O sistema de cartões no Brasil é um dos mais evoluídos e recebe amplo investimento em tecnologias de combate a fraudes, tornando as transações mais seguras — são mais de 120 milhões por dia. Esse esforço já reduziu as fraudes em quase 40% nos últimos três anos", comentou a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Os golpes mais comuns com cartão e maquininha ❌ Maquininha com visor quebrado: nesse golpe, o criminoso usa uma máquina com a tela danificada, o que impede a vítima de conferir o valor digitado. Assim, ele insere um preço muito maior do que o combinado, sem a outra pessoa perceber.

'Perdi R$ 4 mil comprando uma água, diz vítima do golpe do cartão trocado Em um vídeo com mais de 600 mil visualizações no TikTok, Lucas Hiroshi, de 25 anos, contou que perdeu R$ 4.000 ao comprar uma água de R$ 3 de um vendedor ambulante em São Paulo, no mês passado. Ele utilizou um cartão crédito/débito. Lucas foi uma das milhares de vítimas do golpe do cartão trocado, que ainda acontece com frequência em espaços com aglomerações, como saída de shows e blocos de carnaval. É aquele em que o criminoso distrai a vítima, fica com o cartão dela e devolve um parecido. Geralmente, o dono só se dá conta quando compras que ele não fez aparecem no cartão (veja outros golpes com cartão e como se proteger, ao fim da reportagem). No caso de Lucas, outro detalhe fez com que ele demorasse a perceber a troca: o cartão utilizado não possui o nome do titular impresso, assim como aquele que Lucas recebeu de volta. "Na hora (em que o cartão é devolvido), você não sabe. É um cartão igual. No escuro, você nem repara", disse Lucas ao g1. No vídeo, ele conta que estava em uma rua movimentada no bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, na noite do feriado de 15 de novembro, quando foi abordado por um ambulante que vendia bebidas. Cartão "fake" que suposto vendedor de bebidas entregou ao Lucas. Arquivo pessoal/Lucas Hiroshi Lucas decidiu comprar uma água e, na hora de pagar, o vendedor afirmou que a função de aproximação não estava funcionando e perguntou se ele tinha o cartão físico. Após ele inserir o cartão, a maquininha apresentou falhas repetidas, segundo Lucas. Diante das tentativas malsucedidas, o jovem optou por fazer o pagamento via PIX. O que ele não percebeu, porém, é que, durante o processo, o ambulante trocou seu cartão por outro idêntico da mesma empresa emissora. “Depois de fazer a compra, ele ainda virou e falou para nós (Lucas e um amigo) tomarmos cuidado por ali, porque estavam passando muitos ladrões de celular”, disse o jovem no vídeo do TikTok. "Cerca de 30 minutos depois, recebi uma notificação para confirmar uma compra de R$ 900. Cancelei a compra e o cartão. Mas, quando vi o extrato, havia dois saques de cerca de R$ 1.000 e outras compras", contou. "No total, tive um prejuízo de R$ 4.000 por uma compra que custava R$ 3". Lucas Hiroshi publicou um vídeo no TikTok contando que foi vítima do golpe da troca do cartão Reprodução/TikTok/Arquivo pessoal Lucas publicou o relato dois dias depois do acontecimento. Nos comentários, outras pessoas disseram ter caído no mesmo golpe. O cartão usado por ele é do tipo múltiplo (débito e crédito) do Mercado Pago, com bandeira Visa. O g1 também conversou com outra vítima, Pedro Henrique Barboza Alves, que usa o mesmo tipo de cartão e afirma ter tido um prejuízo de R$ 16 mil após comprar três águas com um ambulante na saída de um show do Gilberto Gil, em São Paulo. Segundo ele, diversas transações não autorizadas foram feitas depois da compra. O homem afirma que não entregou o cartão nas mãos do vendedor, e, por isso, ainda não está claro se houve troca ou se a maquininha estava infectada. Ambas as vítimas disseram ao g1 que entraram com uma ação contra o Mercado Pago. O g1 procurou o Mercado Pago, que afirmou "disponibilizar diversas funcionalidades de proteção diretamente no app". A empresa também disse reforçar "a importância da atenção redobrada ao realizar transações com o cartão" (leia o comunicado ao final da matéria). Após o contato do g1, a instituição procurou os clientes para reabrir o caso, mas não havia uma definição até a publicação desta reportagem. A empresa não comentou sobre a ausência do nome no cartão. O g1 também procurou a Visa, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. "O sistema de cartões no Brasil é um dos mais evoluídos e recebe amplo investimento em tecnologias de combate a fraudes, tornando as transações mais seguras — são mais de 120 milhões por dia. Esse esforço já reduziu as fraudes em quase 40% nos últimos três anos", comentou a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Os golpes mais comuns com cartão e maquininha ❌ Maquininha com visor quebrado: nesse golpe, o criminoso usa uma máquina com a tela danificada, o que impede a vítima de conferir o valor digitado. Assim, ele insere um preço muito maior do que o combinado, sem a outra pessoa perceber.

