Veteranos, escolhas duvidosas e o risco real de queda no Coritiba

Para jogar no Coritiba, não há limite de idade. Só assim se explica a contratação de jogadores veteranos, ou “boleiros”, como conceitua a literatura do futebol. Por esse critério quase absoluto, chegaram Pedro Rocha, de 31 anos, Tinga, de 32, William Oliveira, também de 32, e Fernando Sobral, de 31. Essas “cobras criadas” juntaram-se a […]

Jan 7, 2026 - 13:00
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Veteranos, escolhas duvidosas e o risco real de queda no Coritiba

Para jogar no Coritiba, não há limite de idade. Só assim se explica a contratação de jogadores veteranos, ou “boleiros”, como conceitua a literatura do futebol.

Por esse critério quase absoluto, chegaram Pedro Rocha, de 31 anos, Tinga, de 32, William Oliveira, também de 32, e Fernando Sobral, de 31.

Essas “cobras criadas” juntaram-se a Maicon, de 37 anos, Josué, de 35, Gabriel Leite e Rodrigo Moledo, de 38. O fundamento do critério é a experiência, justificam os cartolas.

Essa nova formação do Coritiba provoca a lembrança do saudoso Luciano do Valle, o maior narrador esportivo da televisão brasileira de todos os tempos. Uma vez por mês, ele encerrava o “Show do Esporte”, na Band, com um jogo em que o time era formado por antigos ídolos. Era o “Master” de Luciano do Valle, uma cópia atual daquilo que um dia foi original.

A experiência em campo, em razão da idade, só é um bom argumento se o jogador tiver talento. O goleiro Fábio, aos 47 anos, o atacante Hulk, aos 41, e Thiago Silva, também aos 41, continuam jogando com contratos milionários por conta do talento técnico. A experiência, nesses casos, torna-se apenas um elemento secundário.

O critério adotado pelo Coritiba foi duplo: custo-benefício e oportunidade de mercado. Jogadores livres, sem exigir indenização por direitos econômicos, reduzem os gastos.

Os cartolas Lucas de Paula, Jorge Andrade e William Thomas estão transformando o Coritiba em um forte candidato ao rebaixamento.

A cara de Tcheco é a cara do Paraná SAF

Tcheco, técnico do Paraná Clube. (Foto: Oscar Felipe/Paraná Clube)

Confesso que não entendi a contratação de Tcheco para ser o primeiro treinador do Paraná SAF. Não se trata de discutir se ele é bom ou ruim, embora eu já tenha externado um juízo definitivo: Tcheco é um péssimo treinador. Não consegue terminar contratos e, invariavelmente, é demitido antes do fim.

A questão é outra.

A torcida esperou tanto pelo negócio que resultasse na criação do Paraná SAF para, enfim, matar a saudade de ver o time em campo que acabou criando ilusões. De repente, Pedro Weber, o CEO, e Rodrigo Possebom, executivo de futebol, resolvem contratar Tcheco.

Se Tcheco é a referência do que pretende ser o Paraná SAF, a torcida que fique longe do espelho. O reflexo será o de um monstro.

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