A estranha saída do técnico Mozart virou um mistério no Coritiba
O ideal de todo grupo esportivo é contar com um líder que tenha formado a equipe, escolhido a dedo os seus auxiliares, mantido bom rendimento ao longo de uma competição, terminar com o acesso assegurado e o título de campeão. O Coritiba teve tudo isso com o técnico Mozart que conhece o clube desde menino, […]
O ideal de todo grupo esportivo é contar com um líder que tenha formado a equipe, escolhido a dedo os seus auxiliares, mantido bom rendimento ao longo de uma competição, terminar com o acesso assegurado e o título de campeão.
O Coritiba teve tudo isso com o técnico Mozart que conhece o clube desde menino, é torcedor coxa-branca e demonstra orgulho de vestir a camisa alviverde.
Mesmo após os fracassos no Campeonato Paranaense e na Copa do Brasil, a diretoria executiva da SAF ofereceu cobertura ao treinador, contratando os reforços por ele indicados e foram em busca do acesso apostando no comandante do Mirassol, na temporada passada, time que na Série A transformou-se em “case” a ser cuidadosamente estudado.
Da primeira à última rodada na árdua Série B o time do Coritiba manteve a regularidade, ora vencendo com tranquilidade, ora empatado até mesmo em casa para desconforto do seu apaixonado torcedor ou vencendo como visitante, de forma arrebatadora, até sagrar-se campeão.
Mozart nunca iludiu ninguém de que dispunha de um elenco virtuoso e, portanto, destinado a oferecer grandes espetáculos.
Sempre jogou com comedimento estratégico, respeitando os adversários, mesmo os mais fracos que participaram desta Série B. O ponto alto da vitoriosa campanha foi ganhar o clássico Atletiba, na Arena da Baixada e segurar o empate sem gols com o Athletico, no Alto da Glória, mesmo com um jogador a menos.
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Quando todos esperavam que a continuidade de Mozart seria tranquila e natural, eis que os dirigentes, talvez para agradar setores da torcida que protestaram contra algumas atuações como mandante, mas usando o argumento de divergências de valores do novo contrato, abriram mão do profissional que devolveu personalidade e a confiança ao time coxa-branca.
A estranha saída de Mozart virou um mistério do Coritiba. Tudo porque em vez de aproveitar as férias coletivas para reestruturar o elenco a partir da base criada pelo treinador, contratando os reforços necessários para os desafios da Série A, a partir do dia 28 de janeiro, a SAF começará tudo do zero.
Os torcedores coxas se preocupam com a exiguidade de tempo para formar uma nova comissão técnica, encontrar pontualmente os jogadores necessários e iniciar uma improvisada pré-temporada diante do exótico calendário montado pela CBF, por causa da extravagante Copa do Mundo a ser disputada por 48 seleções em três países.
Positivamente, parece não ser apenas o clima que mudou no planeta.

