Em desenho para São Paulo, Lula estuda cenário com Simone para o Governo e Haddad no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda opções para consolidar um palanque forte no estado de São Paulo visando a disputa presidencial. Um dos cenários avaliados pelo presidente é ter a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata ao Palácio dos Bandeirantes contra o governador Tarcísio de Freitas. A articulação dialoga com a resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em disputar mais uma eleição com horizonte desfavorável. Lula já sinalizou preferência para que o titular da Fazenda dispute o Palácio dos Bandeirantes. Haddad vai deixar o governo nas próximas semanas, mas já disse que não quer ser candidato ao governo e que gostaria de coordenar a campanha de reeleição de Lula. Para aliados, Haddad tem sinalizado que já fez muitos sacrifícios pelo PT. Ele perdeu a reeleição para a prefeitura de São Paulo em 2016, foi derrotado na disputa presidencial de 2018 e, em 2022, perdeu o governo estadual para Tarcísio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar da derrota em 2022, Haddad venceu na capital paulista e foi fundamental para o resultado nacional. Na ocasião, Lula venceu a eleição presidencial por uma margem de 2 milhões de votos, embora tenha perdido em São Paulo por 2,6 milhões. Para o PT, a missão em 2026 é repetir esse desempenho: ir ao segundo turno, vencer na capital e segurar a diferença no estado para garantir a reeleição de Lula. Uma derrota acachapante de qualquer outro nome poderia contaminar a votação presidencial. No entanto, interlocutores avaliam que a nova composição pouparia Haddad de um pleito que ele não deseja, sob a crença de que o ministro teria vida mais fácil na disputa para o Senado do que Simone Tebet. Neste desenho, a chapa seria formada por: Simone Tebet para o Governo; Fernando Haddad para o Senado; Marina Silva para o Senado. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também é considerado uma alternativa para reforçar o palanque paulista. Contudo, Alckmin já indicou a aliados que não pretende concorrer a outro cargo, preferindo permanecer na vice-presidência. Para viabilizar a candidatura ao governo, Simone teria de mudar de partido, já que o MDB apoia a reeleição de Tarcísio em São Paulo. O destino provável da ministra deve ser o PSB. Apesar das articulações, Lula ainda não definiu se Haddad concorrerá ao governo ou ao Senado. O presidente deve levar o ministro da Fazenda em sua viagem à Índia, no fim do mês. A expectativa é que, durante os voos, os dois conversem sobre as possibilidades e missões para 2026.

Fev 3, 2026 - 17:30
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Em desenho para São Paulo, Lula estuda cenário com Simone para o Governo e Haddad no Senado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda opções para consolidar um palanque forte no estado de São Paulo visando a disputa presidencial. Um dos cenários avaliados pelo presidente é ter a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como candidata ao Palácio dos Bandeirantes contra o governador Tarcísio de Freitas. A articulação dialoga com a resistência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em disputar mais uma eleição com horizonte desfavorável. Lula já sinalizou preferência para que o titular da Fazenda dispute o Palácio dos Bandeirantes. Haddad vai deixar o governo nas próximas semanas, mas já disse que não quer ser candidato ao governo e que gostaria de coordenar a campanha de reeleição de Lula. Para aliados, Haddad tem sinalizado que já fez muitos sacrifícios pelo PT. Ele perdeu a reeleição para a prefeitura de São Paulo em 2016, foi derrotado na disputa presidencial de 2018 e, em 2022, perdeu o governo estadual para Tarcísio. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Apesar da derrota em 2022, Haddad venceu na capital paulista e foi fundamental para o resultado nacional. Na ocasião, Lula venceu a eleição presidencial por uma margem de 2 milhões de votos, embora tenha perdido em São Paulo por 2,6 milhões. Para o PT, a missão em 2026 é repetir esse desempenho: ir ao segundo turno, vencer na capital e segurar a diferença no estado para garantir a reeleição de Lula. Uma derrota acachapante de qualquer outro nome poderia contaminar a votação presidencial. No entanto, interlocutores avaliam que a nova composição pouparia Haddad de um pleito que ele não deseja, sob a crença de que o ministro teria vida mais fácil na disputa para o Senado do que Simone Tebet. Neste desenho, a chapa seria formada por: Simone Tebet para o Governo; Fernando Haddad para o Senado; Marina Silva para o Senado. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, também é considerado uma alternativa para reforçar o palanque paulista. Contudo, Alckmin já indicou a aliados que não pretende concorrer a outro cargo, preferindo permanecer na vice-presidência. Para viabilizar a candidatura ao governo, Simone teria de mudar de partido, já que o MDB apoia a reeleição de Tarcísio em São Paulo. O destino provável da ministra deve ser o PSB. Apesar das articulações, Lula ainda não definiu se Haddad concorrerá ao governo ou ao Senado. O presidente deve levar o ministro da Fazenda em sua viagem à Índia, no fim do mês. A expectativa é que, durante os voos, os dois conversem sobre as possibilidades e missões para 2026.