Média de gols de atacantes no Coritiba cresce 70% e muda cenário

Criticado ao longo de 2025 pela baixa entrega de seu ataque, o Coritiba começa 2026 com um cenário diferente, e os números ajudam a explicar a mudança. A média de gols dos atacantes saltou de 0,59 por jogo para um gol por partida, um crescimento de aproximadamente 70% do setor neste início de temporada. No […]

Fev 20, 2026 - 17:00
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Média de gols de atacantes no Coritiba cresce 70% e muda cenário

Criticado ao longo de 2025 pela baixa entrega de seu ataque, o Coritiba começa 2026 com um cenário diferente, e os números ajudam a explicar a mudança. A média de gols dos atacantes saltou de 0,59 por jogo para um gol por partida, um crescimento de aproximadamente 70% do setor neste início de temporada.

No ano passado, o Coxa disputou 52 jogos e marcou 61 gols no total, sendo 31 anotados por atacantes, (Dellatorre, Lucas Ronier, Gustavo Coutinho, Iury Castilho, Júnior Brumado, Rodrigo Rodrigues e Nicolas Careca). Só na Série B foram apenas 39 gols, encerrando a competição com o 15º pior ataque do torneio. A dificuldade ofensiva foi uma das principais marcas da campanha que teve uma média de 1,02 gol por rodada.

Agora, em 2026, o panorama é outro. Em apenas 12 jogos na temporada, os atacantes já marcaram 12 dos 17 gols da equipe no ano. O número representa quase 40% de toda a produção do setor em 2025 e com 1 gol por partida de média.

Ja na Série A, 100% dos gols do time saíram de atacantes, com Breno Lopes (3), Pedro Rocha (1) e Lavega (1), marcaram os cinco gols do Coxa no campeonato.

Reformulação do setor de ataque

Seabra, técnico do Coritiba, contra o Cruzeiro. (Foto: Fernando Moreno/AGIF/Icon Sport).

A mudança nos números também acompanha a troca no comando técnico. Historicamente, Fernando Seabra tem equipes com mais gols do que o antecessor, Mozart, que tem como ponto forte a defesa. Ao longo da carreira, o atual treinador soma 498 gols marcados, mais que os 422 gols das equipes dirigidas por Mozart e isso com 39 jogos a menos.

Outro fator determinante é a reformulação do elenco. Em 2026, setor ofensivo do Coritiba foi o que mais teve mudanças. Permaneceram apenas Lucas Ronier e Rodrigo Rodrigues e deixaram o clube nomes como Clayson, Iury Castilho, Gustavo Coutinho, Dellatorre, Everaldo, Ruan Assis e Nicolas Careca.

Para a nova temporada, chegaram reforços experientes como Keno e Breno Lopes, ambos campeões da Libertadores, além de Pedro Rocha, artilheiro da Série B pelo Remo. O clube também apostou na chegada do uruguaio Joaquín Lavega, presença frequente nas seleções de base do Uruguai, e de Fabinho.

Os jovens Brayan e Enzo, que estavam na equipe sub-20, também foram integrados ao elenco principal neste início de temporada

Coxa ainda está atrás de centroavante

Apesar do bom número do ataque, a diretoria do Coritiba segue no mercado em busca de um camisa 9 para a sequência da temporada. O pedido veio do técnico Fernando Seabra, que gostaria de ter um jogador mais de ofício, para variações de jogada.

O clube tem até o dia 3 de março, data de fechamento da janela de transferências, para atender o pedido do treinador. Enquanto a contratação não é definida, o ataque tem apresentado bons números. Pedro Rocha é o artilheiro da equipe, com quatro gols, seguido por Breno Lopes, que soma três.

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