“O Barcelona desistiu de me contratar porque eu era feio”, dispara ex-Shakhtar
O russo Viktor Onopko, 56 anos, pode soar como uma figura obscura do futebol mundial para as novas gerações neste início de 2026. No entanto, o ex-defensor e atual auxiliar técnico do Rostov, da Rússia, foi uma figura proeminente do Campeonato Espanhol nos anos 1990. Revelado no futebol ucraniano, com destaque no Shakhtar, Onopko acabou […]
O russo Viktor Onopko, 56 anos, pode soar como uma figura obscura do futebol mundial para as novas gerações neste início de 2026. No entanto, o ex-defensor e atual auxiliar técnico do Rostov, da Rússia, foi uma figura proeminente do Campeonato Espanhol nos anos 1990.
Revelado no futebol ucraniano, com destaque no Shakhtar, Onopko acabou obtendo destaque no Spartak de Moscou, clube pelo qual atuou por cinco temporadas. O bom desempenho rendeu uma oportunidade no Oviedo, da Espanha. 
Por lá, o russo se tornou uma das principais referências do modesto clube espanhol. Foram sete temporadas, com 221 jogos e sete gols marcados. No país, ele também defendeu o Rayo Vallecano por uma temporada. Onopko chegou a entrar na mira de clubes como Atlético de Madrid e Barcelona.
Apesar disso, ele revelou recentemente que só não fechou com o Barça por um motivo bastante insólito. “Há pouco tempo descobri que o Barcelona quis me contratar. Mas Johan Cruyff ou algum de seus auxiliares disseram que eu era feio e por isso não me contrataram”, disse em entrevista ao podcast “El Bigote de Abadía”.
Onopko nunca vestiu a camisa do clube blaugrana, mas enfrentou o Barcelona. Inclusive, chegou a ganhar no Camp Nou vestindo a camisa do Oviedo. O triunfo aconteceu em maio de 2001, quando Radomir Antic comandava a equipe em que jogava.
“Naquele dia, Rado nos pagou o bônus pela vitória do próprio bolso. Ele disse antes da partida que faria isso e cumpriu sua palavra”, contou o ex-jogador sobre o treinador sérvio. 
Além de se destacar no futebol espanhol, Onopko foi presença constante na seleção da Rússia, com um total de 109 convocações. Ele disputou as Copas do Mundo de 1994 e 2002. Ele também comentou sobre a participação no Mundial disputado na Coreia do Sul e Japão.
“Fisicamente não chegamos bem. Não sei por que. A nossa Federação e todo o corpo técnico trabalharam bem. Inclusive levamos nosso cozinheiro e nossas famílias para lá, mas fisicamente não estávamos bem”, afirmou, ao relembrar uma campanha decepcionante em que a Rússia caiu ainda na fase de grupos.

