Destaque revela bastidores da arrancada do Athletico à Série A

Em um balanço da temporada do Athletico, o lateral-direito Gastón Benavídez foi um dos pilares na reação do time que alcançou o acesso à Série A do Brasileirão. Emprestado pelo Talleres, o jogador argentino deve permanecer em Curitiba, já que o Furacão decidiu exercer a compra do atleta pelo valor de 1,8 milhão de dólares, […]

Dez 3, 2025 - 10:30
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Destaque revela bastidores da arrancada do Athletico à Série A

Em um balanço da temporada do Athletico, o lateral-direito Gastón Benavídez foi um dos pilares na reação do time que alcançou o acesso à Série A do Brasileirão. Emprestado pelo Talleres, o jogador argentino deve permanecer em Curitiba, já que o Furacão decidiu exercer a compra do atleta pelo valor de 1,8 milhão de dólares, cerca de R$ 9,6 milhões na cotação atual.

Com uma adaptação rápida ao futebol brasileiro, Benavídez afirma que a confiança gerada pelos companheiros e pela comissão técnica de Odair Hellmann foi fundamental para suas boas atuações com a camisa rubro-negra.

“Cheguei em um momento em que a equipe não estava bem em campo e os resultados não vinham. Lembro de um treino na Arena, quando ele terminou, minha família estava chegando da Argentina ao Brasil. Fui rápido, tomei banho e fui buscá-los. Quando saí do estádio, havia torcedores reclamando do momento. Fui surpreendido”, lembra Benavídez, em entrevista ao site oficial do clube.

Apesar da surpresa, o lateral-direito disse que já havia estudado como as torcidas se comportam no Brasil. Benavídez ressaltou que o futebol tem oscilações normais e celebrou o fato de o Furacão ter conseguido transformar um momento ruim na campanha que garantiu o acesso à Primeira Divisão.

“Cheguei vendo vídeos do Brasil. O torcedor pressiona quando a equipe não está bem. É compreensível, porque quer respostas. Cheguei em um momento difícil, mas, por sorte, o futebol tem essa coisa de que hoje você está bem e amanhã está mal, hoje está mal e amanhã está bem. Oscila muito. Por sorte, pudemos mudar os resultados”, completou.

Benavídez elege vitórias sobre Goiás e Ferroviária como as “finais” do Athletico na Série B

Gaston Benavídez, lateral e zagueiro do Athletico. (Foto: Gabriel Machado/Agif/Gazeta Press)

Benavídez se tornou peça fundamental na equipe de Odair Hellmann. Lateral de origem, ele também atuou como zagueiro em diversos jogos da campanha rubro-negra e se consolidou como um dos líderes do elenco.

Uma das cenas que mais chamaram a atenção, por exemplo, foi na vitória da “Batalha de Araraquara”, na penúltima rodada. A Ferroviária abriu o placar após uma falha do goleiro Santos, mas Benavídez imediatamente pediu garra aos companheiros. Com gols de João Cruz e Renan Peixoto, o Furacão conseguiu a virada nos acréscimos e praticamente selou o acesso.

“Eu entendi o que estávamos jogando. Era uma final, uma guerra para nós. Já tínhamos uns 90% de chances de subir, e eu sabia que faltava muito tempo. Sei do nível dos jogadores que tenho ao lado, poderíamos dar mais, e ainda havia muito jogo pela frente. Queria passar isso, que não jogássemos a toalha e seguíssemos lutando até o final. Quando se luta, no fim há recompensa”, contou.

Contudo, o defensor acredita que o principal confronto do Athletico na Série B foi contra o Goiás, pela 35ª rodada. Benavídez destacou a importância da vitória fora de casa, com gol do colombiano Kevin Viveros, que recolocou o time no G4.

“Acredito que o jogo com o Goiás foi muito decisivo. Era na casa deles e dizia muitas coisas, poderia marcar nosso futuro. Se ganhássemos, voltaríamos ao G4. Se perdêssemos, teríamos mais um ano na Série B. Não seria fácil para nós, nem para ninguém.”

Adaptação facilitada pelos “parças” argentinos

Um dos pontos destacados pelo lateral-direito foi sua rápida adaptação ao futebol brasileiro. Na visão de Benavídez, isso se deve muito ao restante do elenco atleticano, especialmente aos argentinos Lucas Esquivel e Bruno Zapelli.

“O importante quando cheguei aqui é que havia dois argentinos: o Bruno [Zapelli] e o Lucas [Esquivel]. Eles me ajudaram muito na adaptação e isso foi fundamental. Há muitos estrangeiros no elenco, e isso também ajuda. Temos um grupo muito saudável, tenho companheiros que não falam apenas português, mas também se esforçam para falar espanhol, para que nos adaptemos mais rápido ao grupo e ao futebol brasileiro”, afirmou.

Entre os companheiros que se esforçaram, Benavídez mencionou Julimar, Santos, Giuliano, Alan Kardec, Luiz Fernando e Mycael. “Quase todos te ajudam a se adaptar o mais rápido possível, e isso é muito importante”, finalizou.

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