“Petraglia fez tudo, mas Paulo Autuori foi a revolução do Athletico”, aponta Pablo
O atacante Pablo Felipe, ídolo do Athletico multicampeão pelo clube, mas também marcado pelo rebaixamento no centenário rubro-negro, disse que o principal responsável por engrandecer o Furacão foi o ex-técnico e diretor Paulo Autuori. Apesar de mencionar o presidente Mario Celso Petraglia, o jogador de 33 anos exaltou Autuori. “O presidente é o cara que […]
O atacante Pablo Felipe, ídolo do Athletico multicampeão pelo clube, mas também marcado pelo rebaixamento no centenário rubro-negro, disse que o principal responsável por engrandecer o Furacão foi o ex-técnico e diretor Paulo Autuori. Apesar de mencionar o presidente Mario Celso Petraglia, o jogador de 33 anos exaltou Autuori.
“O presidente é o cara que fez tudo pelo clube, em relação ao que o clube está hoje, mas o Paulo é a revolução do Athletico”.
“É a revolução de querer realmente ser grande, futebolisticamente falando. O clube já tinha sido campeão brasileiro e ido à final da Libertadores. Mas, quando o Paulo chega, tem a convicção que tem que estar em um patamar grande não só no cenário nacional, mas internacional. Acho que ele faz uma coisa muito grande, que é o clube fazer investimento e trazer jogadores”, explicou, em entrevista exclusiva à Trétis.
No comando do Sporting Cristal, do Peru, Autuori é considerado por Pablo um dos responsáveis pelo título da Copa Sul-Americana de 2018, primeira conquista continental do Furacão. Na visão do centroavante, o grupo montado em 2016 forma uma base de atletas identificados com o Rubro-Negro, gerando a era mais vitoriosa do Athletico.
“A base é fundamental e é a cara que é o Athletico, mas a contratação é fundamental. O Paulo faz isso internamente, obviamente junto com o presidente, mas ele traz uma revolução que o clube inteiro entendeu que tinha que começar a pensar grande. Buscar título de Campeonato Brasileiro, títulos internacionais, de Copa do Brasil”, prosseguiu o artilheiro, que está sem clube desde que deixou o Sport.
“O legado que ele deixou foi gigantesco e gostaria muito que as pessoas tivessem ciência disso. O título da Sul-Americana, em 2018, começa lá em 2016. A gente teve uma sequência, que seguiu em 2019, com jogadores que estavam desde 2016”, ressaltou.
Para completar, Pablo ainda relembrou o início da relação com o treinador. Eles se conheceram no Cerezo Osaka, no futebol japonês, antes de trabalharem juntos em Curitiba.
“Sou muito suspeito de falar do Paulo Autuori. Pra mim, ele é uma pessoa fora da curva como ser humano. Espetacular. Trabalhei com ele em 2015, meu primeiro ano no Japão, e a evolução que eu tive na minha carreira foi surreal. Gostaria de ter conhecido ele até mais jovem. Estava com 23 anos, mas gostaria de ter conhecido com uns 17 ou 18 porque ele teria aberto minha cabeça ainda mais”, completou.
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Com história no Athletico, Autuori teve passagem polêmica pelo rival Coritiba
Paulo Autuori soma três passagens pelo CT do Caju, como técnico, coordenador técnico e diretor. O primeiro período foi entre 2016 e 2017. Na sequência, ele retornou ao clube em 2020 até 2022. Já o último trabalho foi como diretor, em 2024, no ano do traumático rebaixamento.
A última passagem, marcante de forma negativa, durou somente cinco meses e culminou na queda da equipe para a Série B. O detalhe é que Autuori foi anunciado em julho de 2024, uma semana após a saída polêmica do dirigente do rival Coritiba.
No Furacão, Autuori aproveitou-se da boa relação com o presidente Mario Celso Petraglia e teve carta branca após as demissões do ex-diretor André Mazzuco e mais de dez profissionais do departamento de futebol.
O diretor foi fundamental para a demissão do jovem Martín Varini e a contratação do ex-jogador Lucho González. Também optou em não contratar reforços na janela de transferências do meio do ano, depositando confiança no elenco rubro-negro que sofreu a queda.
Em coletiva após o rebaixamento, Paulo Autuori quis assumir toda a responsabilidade. “Nesse momento é normal querer personificar um culpado. Estou aqui, pode colocar em cima de mim, sem nenhum tipo de problema. Minha parcela é quanto quiserem colocar, não sou eu que vou definir”, emendou.
Além disso, sem citar diretamente os atletas, o diretor assumiu que o clube não conseguiu “construir um grupo”. Na reta final, o Athletico não venceu nenhum dos rivais diretos – perdeu para Vitória e Bragantino, além do empate contra o Fluminense. Nestes duelos, a torcida apoiou e bateu recordes seguidos com mais de 40 mil pessoas.
“Tivemos muitas e várias oportunidades de estar extremamente tranquilos. Fomos incompetentes para isso”, disse ele, no mesmo termo usado que Petraglia usou no rebaixamento do Coritiba, em 2016.

