“Sem plano, o Coritiba teria virado um Paraná Clube”, diz ex-presidente
O Coritiba deu uma reviravolta em sua situação financeira com a aprovação do plano de Recuperação Judicial (RJ) em 2022. Três anos depois, o Coxa é comandado pela Treecorp, que comprou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e busca se firmar na elite do Campeonato Brasileiro após o título da Série B. Para Juarez Moraes […]
O Coritiba deu uma reviravolta em sua situação financeira com a aprovação do plano de Recuperação Judicial (RJ) em 2022. Três anos depois, o Coxa é comandado pela Treecorp, que comprou a Sociedade Anônima do Futebol (SAF), e busca se firmar na elite do Campeonato Brasileiro após o título da Série B.
Para Juarez Moraes e Silva, presidente do Coritiba na época da Assembleia Geral de Credores, o plano para pagamento das dívidas foi essencial para reorganizar a vida financeira do clube.
“Nós conseguimos, não tínhamos outra opção. Essa RJ equacionou 20 anos de dívida. Para o bem ou para o mal, está sendo paga e vai ser liquidada em breve, porque foram criados mecanismos para isso. Essa RJ preparou o Coritiba para a SAF. E a SAF era a única alternativa para a sobrevivência do Coritiba. A gente contratou uma das maiores do Brasil, que é a XP, que consultou mais de 60 empresas do mundo, e a mais adequada foi a que ganhou”, destaca Moraes e Silva, em participação no podcast Carneiro & Mafuz.
O ex-presidente acredita que, sem a RJ, o Coritiba estaria em situação semelhante à do Paraná Clube. Os credores do Tricolor aprovaram um plano há duas semanas, mas a única empresa que havia feito uma proposta vinculante desistiu do negócio por conta das condições. Assim, ainda não há definição sobre a SAF paranista.
“Se o Coritiba não faz a RJ, o Coritiba seria um Paraná Clube. O maior patrimônio do Coritiba é sua torcida, como é a do Paraná. Por isso eu acredito que o Paraná vai voltar”, opinou Juarez Moraes e Silva.
Conteúdo
Treecorp não tinha experiência no futebol antes do Coritiba

Sob a gestão de Bruno D’Ancona, genro do empresário e apresentador Roberto Justus, a Treecorp adquiriu 90% do Coritiba em 2023. A empresa, que não tinha experiência no futebol, recebeu muitas críticas pelos resultados nos primeiros anos. O Coxa caiu para a Série B e, no ano passado, fez a pior campanha de sua história na Segunda Divisão.
LEIA TAMBÉM:
- Coritiba define nome e está perto de anunciar substituto de Mozart
- Saída de Mozart inflama bastidores do Coritiba e técnico entra na mira de grande brasileiro
- “Meta ousada”: Coritiba sobe valores em nova campanha para sócios-torcedores
“A ausência de experiência no futebol levou ao aprendizado. Isso acontece, infelizmente, até de forma natural. Você não acerta desde o primeiro dia. Houve humildade para corrigir. Na minha ótica de torcedor hoje, a gestão do Coritiba é competente e ouve as pessoas”, avalia o ex-presidente.
Neste ano, o Coritiba anunciou uma parceria entre a Treecorp e a OutField, empresa que atua como gestora de investimentos no esporte e tem focado no mercado das SAFs. Desde então, o empresário Lucas de Paula, um dos fundadores da OutField, assumiu o cargo de CEO alviverde.

