Técnico do Coritiba analisa formato do Paranaense e reclama da arbitragem
Com o encerramento da primeira fase do Campeonato Paranaense, depois do empate entre Cascavel e Coritiba por 1 a 1, o técnico Fernando Seabra analisou o polêmico formato da competição. Segundo o treinador, qualquer modelo adotado acabaria apresentando fragilidades, até pela necessidade de contemplar mais clubes do Estado. O desequilíbrio do regulamento é refletido nas […]
Com o encerramento da primeira fase do Campeonato Paranaense, depois do empate entre Cascavel e Coritiba por 1 a 1, o técnico Fernando Seabra analisou o polêmico formato da competição. Segundo o treinador, qualquer modelo adotado acabaria apresentando fragilidades, até pela necessidade de contemplar mais clubes do Estado.
O desequilíbrio do regulamento é refletido nas classificações dos grupos. No Grupo B, o Coxa encerrou a primeira fase com oito pontos. A mesma pontuação que o Maringá fez na chave A. O Dogão, por sua vez, vai disputar o chamado “Torneio da Morte”, que define o rebaixamento do Estadual.
Na avaliação do treinador, manter 12 equipes na elite estadual faz sentido para fomentar o futebol paranaense, mas compromete a igualdade esportiva.
“Com poucas datas e a tentativa de contemplar mais clubes do estado, em algum ponto sempre vai haver perda. Se a gente quisesse o formato mais justo possível, teria poucos times, turno e returno, mas isso não fomenta o futebol estadual. Manter 12 equipes faz sentido pelas tradições e pelas agremiações que existem no Estado”, afirmou Seabra.
O técnico ressaltou que a Federação Paranaense precisou encontrar uma solução possível diante das limitações do calendário nacional e que qualquer alternativa teria pontos vulneráveis. “Com a escassez de datas, que é uma determinação do calendário nacional, a Federação precisa achar uma solução. Qualquer formato que fosse escolhido teria alguma fragilidade, então a gente tem que lidar com isso”, completou.
“Me preocupa”, Seabra reclama de arbitragem
Apesar das falas sobre o formato da competição, Seabra destacou que sua principal preocupação está relacionada com à arbitragem do Campeonato Paranaense.
“Me preocupa muito mais o nível da arbitragem do que a forma de disputa. A gente precisa garantir que os jogos sejam espetáculos, que valham a pena para quem acompanha no estádio, na televisão e para os próprios jogadores”, disse.
Neste campeonato, a arbitragem tem sido alvo de reclamações de torcedores, técnicos e jogadores ao longo do Paranaense. Para a próxima fase, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) já confirmou o uso do árbitro de vídeo.
Nas quartas de final, o Coritiba enfrenta o Cianorte, com jogos previstos para os dias 31 de janeiro ou 1º de fevereiro (ida) e 7 ou 8 de fevereiro (volta) com o Coxa decidindo a vaga em casa. A FPF ainda não definiu os datas e os horários dos confrontos do mata-mata.
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